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Brasil perde US$ 16 bilhões com problemas sanitários, diz especialista

Os problemas sanitários com suínos e bovinos, como a febre aftosa, estão deixando o Brasil fora de mercados internacionais. Segundo especialistas em assuntos sanitários, o país está perdendo cerca de US$ 16 bilhões. O valor está baseado em dados de 2004 dos mercados de países selecionados, que eram totalmente fechados às importações dessas carnes brasileiras ou que ameaçavam se fechar caso novo foco de febre aftosa aparecesse, como ocorreu posteriormente."De lá para cá o cenário mudou para pior", disse à Agência Estado o especialista em assuntos sanitários do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Ícone), Rodrigo Lima."Com os casos novos, 58 países impuseram restrições, ora somente para o Mato Grosso do Sul, ora Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, ou o país todo. Mas depois, alguns países voltaram atrás", afirmou. A área de defesa e vigilância sanitária não aparece entre as principais da política agrícola por destinação de recursos. Conforme dados de execução orçamentária do Ministério da Fazenda, nos quais consta o estudo "Gastos públicos em agricultura: retrospectiva e prioridades", do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no ano passado foram destinados R$ 92 milhões para a rubrica Defesa Sanitária Animal. Outros R$ 14,6 milhões foram para Defesa Sanitária Vegetal e nada para a de Vigilância Sanitária.A quantia é considera muito pouca, quando comparada ao potencial dos mercados que estão fechados a exportações brasileiras por problemas sanitários. Também é pouco em comparação ao que recebem os quatro grupos que, somados, concentram 89,14% dos recursos para a política agrícola. São eles: Programa de Desenvolvimento da Economia Cafeeira (R$ 1,275 bilhão, equivalentes a 15,12% dos recursos para agricultura); o Programa Nacional de Agricultura Familiar Pronaf (R$ 1,782 bilhão, correspondentes a 21,13%), o programa de Produção e Abastecimento Alimentar (de estoques, que recebeu R$ 2,874 bilhões ou 34,07%) e o apoio administrativo (custeio do Mapa, inclusive pessoal, que teve R$ 1,587 bilhão ou 18,82% dos recursos).

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