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Brasil, Peru e Uruguai vivem 'boom econômico', aponta FGV

Argentina e Paraguai já estão em fase de recuperação, mas Equador e Venezuela ainda enfrentam recessão

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

19 de novembro de 2009 | 09h06

Em outubro, Brasil, Peru e Uruguai estavam em fase de "boom" econômico. É o que revela nesta quinta-feira, 19, a Sondagem Econômica da América Latina, feita em parceria pelo Institute for Economic Research at the University of Munich, ou Instituto IFO, e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a pesquisa, ao se analisar o clima econômico de 11 dos principais países da América Latina de julho a outubro, é possível perceber que estes três países passaram por uma melhora em seus ambientes econômicos, no período.

 

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De acordo com o levantamento, em julho cinco países da região estavam em fase de recuperação econômica: Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. No mesmo mês, também foi detectado que seis países estavam em recessão. Era o caso de Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

Entretanto, na sondagem atual, Brasil, Peru e Uruguai passaram para a fase de "boom"; Argentina e Paraguai saíram da recessão e estão em fase de recuperação; a Bolívia está "na fronteira" entre a recessão e a recuperação; Chile, Colômbia e México estão em fase de recuperação econômica; e Equador e Venezuela estão em recessão.

 

O estudo também aponta que o clima econômico geral da América Latina passou por uma melhora no terceiro trimestre do ano e o Brasil foi um dos destaques, apresentando o melhor ambiente econômico entre os países da região. O Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina atingiu patamar de 5,2 pontos em outubro deste ano, acima do desempenho de 4 pontos apurado na pesquisa anterior, referente a julho. O resultado de outubro supera pela primeira vez desde janeiro de 2008 a média dos últimos dez anos (5,1 pontos). Segundo a pesquisa, resultados abaixo de cinco pontos nos índices ainda indicam um clima ruim.

Ao se analisar o clima econômico de cada país, o Brasil ocupa posição de destaque. A pesquisa revelou uma sensível melhoria no ICE brasileiro, que passou de 5,5 pontos para 7,4 pontos de julho para outubro. Este é o maior patamar do índice entre os 11 países latino-americanos pesquisados para o ICE da América Latina de outubro.

As instituições consideram que o clima econômico brasileiro entrou em uma fase de expansão. Considerando os climas econômicos de países de fora da América Latina, o País também é destaque. Entre os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China), o ICE brasileiro é o maior em outubro, seguido por Índia (7,0 pontos) e China (6,5 pontos). A Sondagem Econômica da América Latina é trimestral. Na pesquisa de outubro, foram consultados 142 especialistas em 16 países.

 

A Sondagem Econômica da América Latina é trimestral e para a pesquisa de outubro foram consultados 142 especialistas em 16 países. As instituições informaram ainda que, em outubro os especialistas foram consultados a respeito dos principais problemas que suas economias vêm enfrentando. Entre os itens destacados pelos analistas, estão a falta de confiança nas políticas do governo; demanda insuficiente; desemprego; inflação; falta de competitividade; barreiras às exportações; mão de obra qualificada; déficit público; dívida externa; e falta de capital.

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