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Brasil Plural assume ativos do Besi Brasil

Banco de investimento passa a ter a gestão de recursos de terceiros e de fortunas, que pertencia à subsidiária do BES

O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2014 | 02h02

O banco de investimentos Brasil Plural comunicou, por meio de sua assessoria, que fez um acordo com o Espírito Santo Investment Bank Brasil (Besi Brasil) para assumir as carteiras de gestão de recursos de terceiros ("asset management") e de fortunas ("wealth management") da instituição financeira.

As duas divisões do Besi Brasil reúnem atualmente patrimônio de cerca de R$ 1,5 bilhão, sendo a maior parte, R$ 900 milhões, em gestão de fortunas, e os restantes R$ 600 milhões em gestão de recursos de terceiros.

A remuneração a ser recebida pelo Besi Brasil pela cessão das atividades de "asset" e "wealth management" será representada por parcela dos resultados gerados pelas carteiras dos clientes no Brasil Plural durante determinado período. O acordo ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A transferência dos recursos será feita após consultas e assembleias e na medida em que os clientes do Besi Brasil concordem com a mudança para o Brasil Plural. André Schwartz, sócio do Brasil Plural, disse, em nota, que a expectativa é de que a maior parte da carteira do Besi migre para a gestora brasileira.

O Brasil Plural estima que o patrimônio sob gestão irá ultrapassar R$ 19 bilhões após o acordo com o Besi. Em março, o Brasil Plural adquiriu a Geração Futuro, elevando para R$ 18,5 bilhões o patrimônio sob gestão.

Crise. Com os problemas financeiros enfrentados pelo Banco Espírito Santo (BES), da família portuguesa Espírito Santo, que em julho entrou em colapso, o Besi Brasil quer focar suas atividades no País em prestação de serviço no mercado de capitais, "project finance" (estruturação financeira) e operações de fusões e aquisições.

O BESI Brasil foi criado operacionalmente em 2001, resultante da venda do Banco Boa Vista ao Bradesco, que àquela época tinha como acionistas o BES, com 40%, o Credit Agricole, com outros 40%, e o grupo Monteiro Aranha, com 20%. Com a transação, o BES decidiu criar um banco de investimento no País, o BESI Brasil, controlado pelo BESI de Portugal, com 80%, e Bradesco, com 20%.

No início de agosto, o BES sofreu intervenção do Banco de Portugal e foi separado em dois: "banco novo" e "banco ruim". /CYNTHIA DEOCLOEDT

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