Brasil pode aumentar venda de brinquedos para China

A indústria nacional de brinquedo pretende aumentar em 20% o faturamento anual, de R$ 1 bilhão em 2001, no prazo de cinco anos ganhando espaço no mercado chinês, que tem 315 milhões de consumidores de até 14 anos, ou avançando sobre as vendas externas das empresas chinesas, que podem nesse espaço de tempo se direcionar para o mercado interno. A estimativa é do presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa. Junto com empresários brasileiros, Costa participou neste mês da feira brinquedos da China, país que recentemente entrou na OMC. "O mercado interno chinês tem um potencial enorme. Ele não é totalmente abastecido pelas mais de 6 mil empresas chinesas porque elas produzem praticamente para exportação, não tendo licença para vender internamente", explicou Costa. "E, se nos próximos anos essas empresas se voltarem para o mercado interno, podemos avançar sobre os clientes internacionais deles", continuou. Para esse período de cinco anos, o presidente da Abrinq acredita que o faturamento das 313 empresas nacionais do setor aumentará além dos 20% conseguidos com essas novas exportações. "O mercado brasileiro também expandirá", previu. Segundo ele, uma das formas de expansão do setor será a formação de joint ventures e parcerias com as chinesas. "Queremos exportar alguns nichos de produtos e importar da China outros, nos quais não somos competitivos", afirmou. Segundo Costa, seis das empresas que mandaram representantes na viagem à China "plantaram boas sementes" no país.

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