Brasil pode chegar à classificação de país com menor risco

O Brasil tem condições de chegar a "investment grade" - classificação do grupo de países com menor risco de não pagar dívidas e que, por isso, têm juros mais baixos e maior oferta de recursos ? em 2007. Essa é a avaliação do diretor-gerente da agência de classificação de risco Fitch Atlantic Ratings no Brasil, Rafael Guedes. Ele explica que, pela Fitch, o Brasil precisa subir quatro graus para chegar ao desejado grau de investimento. "Se não houver crises externas e fizer o dever de casa direitinho, o Brasil poderia ter um upgrade por ano", disse Guedes. O dever de casa em questão inclui, no entender da Fitch, dar autonomia do Banco Central, melhorar o sistema jurídico e promover novas reformas tributária, previdenciária e política. No último dia 7, a Fitch reclassificou o Brasil de B para B+. Reformas mais profundasO Brasil precisa de reformas previdenciária e tributária mais profundas do que as que estão no Congresso, disse Guedes. "A reforma da Previdência não está resolvendo o assunto, só está reduzindo o problema", afirmou. Ele destaca que o déficit da Previdência em 20 anos, trazido a valores atuais, corresponde a 6% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com ele, as propostas da reforma previdenciária no Congresso reduzem o déficit entre 0,3% e 0,5% do PIB. Para ele, a reforma tributária também "é positiva, mas muito modesta". Para ele, "a tributária está se reduzindo e praticamente só mantém o que já existe e poderia acabar: garante a CPMF e a DRU (Desvinculação das Receitas da União)".

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