Brasil pode crescer até 3% este ano, prevê gestora Pimco

Crescimento do País, porém, ficará abaixo da média de expansão dos países emergentes, entre 5,25% e 5,75%

Altamiro Silva Junior, O Estado de São Paulo

01 de janeiro de 2018 | 05h00

A economia brasileira pode crescer entre 2% e 3% em 2018, prevê a Pimco, maior gestora de fundos de bônus do mundo, com US$ 1,7 trilhão em ativos. Apesar da melhora em relação a 2017, quando deve avançar 0,7%, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve seguir crescendo menos que a média dos países emergentes, com avanço esperado de 5,25% a 5,75% neste ano.

O ambiente na economia mundial de crescimento sincronizado e acima da tendência nos principais países deve prosseguir em 2018, avaliam os estrategistas da Pimco, Joachim Fels e Andrew Balls, em relatório. A economia mundial deve ter expansão entre 3% a 3,5% no ano que vem, puxada pelos mercados emergentes. O PIB dos países desenvolvidos deve avançar entre 1,75% e 2,25%.

Os economistas da Pimco ressaltam que o PIB de alguns países teve desempenho melhor que o previsto em 2017, o que ajuda a melhorar a expectativa para o ano que vem. Além disso, os fundamentos macroeconômicos têm melhorado nos emergentes.

No Brasil, a inflação recuou e os juros caíram para mínimas históricas. A Pimco projeta que os índices de preços no País devem seguir comportados em 2018. A estimativa é que o IPCA fique entre 3,75% e 4,75%, depois de bater em quase 10% em 2016.

Apesar da previsão de que o crescimento do PIB mundial vai prosseguir em 2018, a Pimco alerta para alguns riscos que podem afetar o cenário, como os impactos da reforma tributária de Donald Trump e a normalização da política monetária nos Estados Unidos, no Japão e na zona do euro. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve elevar os juros mais três vezes no ano que vem e o Banco Central Europeu (BCE) pode concluir seu programa de compras de ativos até o final de 2018 e ainda sinalizar um primeiro aumento de juros em 2019, prevê a gestora.

“Com os mercados ficando acostumados e viciados em política monetária flexível, essa virada na estratégia dos BCs coloca riscos significativos”, ressaltam os estrategistas da Pimco. 

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