Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Brasil pode fechar acordo preventivo com o FMI

O Brasil pode fechar um acordo preventivocom o Fundo Monetário Internacional, segundo uma fonte comexperiência em negociações com o FMI. Neste tipo de acordo, oPaís tem os recursos à disposição, mas deixa manifesto no textode entendimento que não tem intenção de sacá-los durante avigência do programa. Se houver um contratempo, e os saques setornarem necessários, eles podem ser feitos depois de algumasformalidades.Para a fonte, um acordo preventivo "é um sinal que o Brasil e oFundo darão aos mercados de que o País não precisa de recursospara fechar seu balanço de pagamentos, e que o acordo existeapenas para o caso de um choque inesperado".O acordo preventivo tem um esquema de metas dedesempenho macroeconômico, monitoradas e cobradas pelo FMI,semelhante ao dos acordos normais. O atual governo quer manteras condicionalidades do novo acordo em um nível mínimo, e deixarclaro que o acerto com o Fundo não vai comprometer o crescimentoeconômico. Na verdade, as condições impostas hoje pelo FMI jásão bem reduzidas, e somente o não-cumprimento da meta desuperávit fiscal primário (exclui pagamento de juros) pode levar, de fato, à suspensão dos desembolsos.Uma das razões principais para o Brasil fechar um novoacordo com o FMI é a escassez de reservas internacionais, emconseqüência das perdas sofridas nas crises de 2001 e,principalmente, de 2002. As reservas brasileiras são de US$ 51 bilhões, mas somente US$18 bilhões (dados de agosto) pertencem de fato ao País e podemser usados livremente pelo governo - são as chamadas "reservaslíquidas". Os mais de US$ 30 bilhões restantes são empréstimosdo FMI.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.