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Brasil pode ir à OMC contra decisão dos EUA sobre aço

O coordenador da Câmara de Comércio Exterior, Roberto Gianetti da Fonseca, disse hoje que o Brasil pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as restrições que venham ser colocadas às exportações brasileiras de aço aos Estados Unidos. Segundo ele, o Brasil vai aguardar o posicionamento de outros países que sejam atingidos também pelas medidas. "Nosso principal parceiro está jogando de maneira desleal, usando um discurso demagógico e mostrando intransigência, incompreensão e provincianismo", afirmou. De acordo com Gianetti, a indústria siderúrgica integrada americana produz placas de aço, com custo aproximado de US$ 230, enquanto a indústria brasileira faz o mesmo produto por US$ 130. "A indústria siderúrgica integrada americana não é competitiva, não tem como recuperar a competitividade que perdeu, não tem investimento e tem que fechar." Gianetti afirmou que o Brasil aceita fazer o laminado nos Estados Unidos e que os Estados Unidos deveriam também reconhecer que o Brasil é mais competitivo na produção de placas de aço e deveriam aceitar a especialização no Brasil em vez de tentar proteger a sua indústria pouco competitiva. "Os Estados Unidos estão praticando protecionismo geriátrico", afirmou, referindo-se à indústria siderúrgica integrada norte-americana como obsoleta. Gianetti deu essas declarações em entrevista durante seminário no BNDES-Exim.

Agencia Estado,

05 de março de 2002 | 15h28

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