Brasil pode precisar de mais ajuda, diz Standard & Poor´s

O Brasil é capaz de cumprir suas obrigações com dívidas no médio prazo, mas pode precisar de mais dinheiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) se seus mercados financeiros continuarem ruins, disseram analistas da Standard & Poor´s. A dívida do Brasil "não é insustentável", disse a analista Jane Eddy. Ela afirmou que os bônus do País foram prejudicados pelas preocupações do mercado acerca de quem será o novo presidente. Mas se os mercados continuarem com fraco desempenho após as eleições em outubro, "o FMI será pressionado a dar financiamentos adicionais", disse David Beers, especialista-chefe em dívida soberana da S&P. O FMI já deu ao País um pacote de ajuda de US$ 30 bilhões, o maior da história brasileira. Segundo a agência, a dívida pública bruta do Brasil foi de R$ 1,05 trilhão em agosto, ou 78,1% do PIB. Segundo os termos do pacote do FMI, o governo deve manter um superávit orçamentário primário igual a 3,7% do PIB. Eddy afirmou, entretanto, que a meta orçamentária do FMI provavelmente precisará ser elevada "para começar a equilibrar a dívida." Ela disse que o governo precisa implementar reformas críticas para assegurar a sustentabilidade da dívida. Essas reformas incluem o impulso ao crescimento econômico e a melhoria de investimentos e infraestrutura. "É uma questão de políticas e de capacidade (do governo) de reduzir o risco", disse ela. A S&P atribui ao Brasil a classificação de "B+" com perspectiva negativa.

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