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Brasil pode produzir 2 milhões de barris de petróleo por dia

Petrobrás espera atingir a meta com a chegada de mais 5 plataformas

Kelly Lima, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2022 | 00h00

A Petrobrás espera atingir o pico de produção de 2 milhões de barris de petróleo por dia até o fim do ano, disse ontem o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella. O volume recorde, segundo ele, será obtido com a entrada em produção de cinco plataformas, a P-54, P-52, Piranema, Siri e Cidade de Vitória. Juntas, elas terão capacidade de produzir mais 510 mil barris por dia. Veja história da Petrobras Estrella se disse otimista com a possibilidade de atingir esse volume de produção, apesar de o primeiro semestre de 2007 ter registrado alta de apenas 2% ante o ano passado e a perspectiva de média diária para este ano estar abaixo da previsão inicial.Segundo ele, agora a previsão de média diária de produção é de 1,83 milhão de barris. ''''A média diária não importa. O que importa é que a Petrobrás tem um dos maiores planos de crescimento de produção para os próximos anos, em comparação com as principais empresas do setor de petróleo'''', afirmou.A Petrobrás recebeu ontem, do estaleiro Mauá Jurong, a plataforma P-54. Destinada ao campo de Roncador, na Bacia de Campos (RJ), a unidade foi entregue com 8 meses de atraso e um preço 38% superior ao previsto. O investimento foi de US$ 900 milhões, ante os US$ 650 milhões contratados com o estaleiro, que foi citado nas investigações da Operação Águas Profundas, da Polícia Federal. A unidade deve entrar em operação em outubro.Em discurso, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, ressaltou a importância da entrada em produção de novas plataformas. ''''Depois da conquista da auto-suficiência, precisaremos produzir mais e mais e, para isso, teremos que contratar plataformas, serviços, mão-de-obra'''', afirmou.''''Queremos rever os preços apresentados pelas empresas e vamos discutir com o governo do Estado a questão tributária. Que vamos fazer o que está planejado (P-55, P-56, P-57 e outras), é claro que vamos, porque já está decidido. Mas vamos discutir custos até o fim'''', disse o executivo.BRIGA COM A ANPO diretor-financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, informou que a estatal apresentou, na sexta-feira, recurso administrativo à Agência Nacional do Petróleo (ANP) com relação à decisão da reguladora de cobrar royalties de R$ 1,3 bilhão retroativos a 1998 sobre a produção no campo de Marlim.Barbassa afirmou que a Petrobrás não concorda com o recálculo feito pela reguladora. ''''Não é possível que o valor seja reavaliado, que a forma de cobrança mude e tenhamos que ficar pagando esses acréscimos a cada alteração'''', disse.

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