Brasil pode ser um dos primeiros a sair da crise

A edição desta semana da revista britânica The Economist chama a atenção para economia brasileira, ao afirmar que o país pode ser um dos primeiros a sair da crise, visto que foi um dos últimos a entrar em recessão.

AE, Agencia Estado

11 de junho de 2009 | 20h16

"Nunca antes na história deste país é a frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que mais irrita seus oponentes", observa a revista ao apontar a estratégia de Lula para manter seu eleitorado fiel. "O presidente, em sua amnésia seletiva, busca fazer com que os eleitores acreditem que tudo de bom visto no Brasil ocorreu após eleição, em 2002. O que deixa o governo anterior - que forneceu a base para o progresso mas não levou os créditos por isso - ainda mais enfurecido é que ele está com frequência certo".

O texto cita como exemplo a taxa de juros brasileira: ontem o Banco Central cortou a Selic para 9,25% ao ano. É a primeira vez que o País exibe juro de um dígito desde os anos 1960.

Apesar da retração, a economia apresentou um desempenho acima do esperado no primeiro trimestre, acrescenta a revista. O PIB encolheu apenas 0,8% comparado aos últimos três meses de 2008. Muitos analistas acreditam que agora o Brasil está começando a crescer de novo e irá retornar a taxa de crescimento anual de 3,5% a 4% em 2010, ressalta a Economist. "Se isso se confirmar, significa que o Brasil irá passar somente por uma breve recessão", pondera a reportagem.

Entre os fatores positivos que respaldam sua análise, a Economist destaca que a mudança de parceiro comercial do Brasil também o ajudou a se proteger. Neste ano, pela primeira vez, a China superou os Estados Unidos no posto de maior parceiro comercial do Brasil.

No entanto, problemas já conhecidos também estão retornando ao cenário. O primeiro deles, segundo a revista, é a recente apreciação do real frente ao dólar. Para os exportadores a moeda está novamente forte, como estava antes de setembro. Além disso, ressalta, a taxa de juro real no Brasil também permanece alta e as cadernetas de poupança podem ser um obstáculo para que os juros continuem caindo.

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