Brasil pode tornar-se líder dos emergentes, diz Sachs

O Brasil pode tornar-se um líder dos países emergentes no esforço global em prol do desenvolvimento, na opinião do economista norte-americano Jeffrey Sachs. Para ele, o Brasil tem mais o perfil de um doador do que receptor de ajuda, especialmente em termos de tecnologia e programas, como as bem-sucedidas iniciativas do País contra a aids."As nações africanas estão olhando para o Brasil, atrás de orientação e sugestões", afirmou Sachs. Ele observou que o Brasil também é um líder em tecnologia agrícola e em produtos geneticamente modificados, apesar da polêmica mundial em torno do assunto.Para Sachs, o País demonstrou capacidade de liderança na questão das patentes e medicamentos, onde uma declaração favorável à posição brasileira foi obtida na reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Doha.A decisão americana de proteger a indústria siderúrgica por três anos foi consderada "cínica" por Sachs. "Este foi um sinal muito ruim", disse o economista. Sachs disse esperar que o "mundo proteste vigorosamente", e que a decisão americana é "inaceitável".Para Sachs, os Estados Unidos colocaram os interesses dos aposentados de West Virginia (um Estado com forte presença da indústria siderúrgica) na frente do sistema multilateral de comércio.

Agencia Estado,

18 de março de 2002 | 21h20

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