Filipe Araujo/Estadão
Filipe Araujo/Estadão

Brasil pode ser um dos mais afetados por briga de EUA e China

Segundo fonte do governo, País pode ser vítima de 'bala perdida' na disputa entre as duas economias pelo aço

Célia Froufe, enviada especial, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2017 | 11h53

HAMBURGO - Na disputa entre as duas maiores economias do globo sobre o aço, o Brasil pode ser um dos países mais afetados, na avaliação de uma fonte do governo brasileiro que acompanha o imbróglio entre Estados Unidos e China. "O Brasil pode ser uma vítima de bala perdida nessa história", avaliou hoje. O País é o segundo maior exportador do produto para os EUA.

Apesar de a discussão estar circunscrita, em princípio, aos dois países, o País pode perder se houver um fechamento mais geral desse mercado. "O que vai acontecer, eu não sei. Só sei que é um tema que estava quente", disse, em relação à reunião de cúpula das 20 maiores economias do globo, o G-20, que ocorre hoje e amanhã em Hamburgo, na Alemanha. 

Este é um dos pontos de maior entrave no comunicado conjunto do G-20, que será divulgado após a reunião, de acordo com a fonte. "A questão do clima está ok. Sobre o aço, é que não está decidido", explicou. De acordo com ele, a diretriz climática do G-20 será fundamentalmente similar a de versões anteriores, só que "mais aguada" por causa da posição americana. Não haverá no documento, pelo menos até agora, nenhuma menção ao fato de os Estados Unidos avaliarem que a preocupação com o clima pode ser um ponto contrário ao desenvolvimento econômico. 

Ontem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou que ainda não havia nada de concreto em relação a conversas do Brasil com os Estados Unidos sobre o tema. "Estamos defendendo nosso mercado e negociando. Os Estados Unidos, na política da nova administração, estão questionando todos os setores que eles entendem como mais frágeis da economia americana", disse Meirelles ontem. 

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