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Brasil pode vencer leilão no Canal do Panamá, diz Lula

Presidente reforçou a posição dos dois consórcios compostos por empreiteiras brasileiras que disputam a construção do maior tramo (vão) da ampliação do Canal do Panamá

Denise Chrispim Marin, do Estadão,

10 de agosto de 2007 | 20h20

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a posição dos dois consórcios compostos por empreiteiras brasileiras que disputam a construção do maior tramo (vão) da ampliação do Canal do Panamá. O lobby presidencial foi apresentado na manhã desta sexta-feira, 10, ao seu colega panamenho, Martín Torrijos. No final da tarde de hoje, vestido de guaiabera e com chapéu panamá, Lula visitou o canal."Há muito tempo o presidente Torrijos tem demonstrado interesse de participação das empresas brasileiras no processo de licitação das obras do canal do Panamá. Ele conhece a qualidade da engenharia brasileira. Portanto, certamente o Brasil disputa isso com boa possibilidade de ganhar a sua participação", afirmou, depois de seu encontro com o panamenho. "Mas é uma licitação. Vamos ter de esperar abrir os envelopes para saber quem ganha. Antes, você não sabe."O edital de qualificação dos consórcios deverá sair em outubro deste ano. As obras de duas eclusas que fazem parte desse tramo da ampliação do canal envolvem um custo de US$ 3,4 bilhões. Dois consórcios com empresas brasileiras concorreram por essa conta. O primeiro é liderado pela Odebrecht e conta com a participação, entre outras, da companhia americana que o construiu, entre 1904 e 1914. O segundo, liderado pela francesa Bouygues, traz as brasileiras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão.Segundo o presidente, as companhias brasileiras já atuam em outras obras no Panamá, no valor de US$ 500 milhões. A Odebrecht participa da construção da Rodovia Maden-Colón, que cruza o país. Atualmente, o canal de 82 quilômetros, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico, permite a travessia de uma média de 35 navios por dia. Cada embarcação paga uma taxa de US$ 250 mil, mas tem o direito de "furar a fila" se pagar um adicional de US$ 500 mil.

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