Brasil poderá contestar decisão sobre aço na OMC

"Se os Estados Unidos tomarem uma decisão complicada para as exportações brasileiras de aço, ela não será complicada apenas para nós, para também para os europeus, e nós teremos um problema de grandes proporções". Uma solução negativa "não facilitará" o clima já carregado para as negociação da Área de Livre Comércio das Américas, "que já estão complicadas para nós e para os americanos", e da nova rodada global na Organização Mundial de Comércio. O aviso é do ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer. Acompanhado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, o chanceler brasileiro estará em Washington para tentar convencer a administração Bush a preservar o espaço dos produtos siderúrgicos brasileiros no mercado americano, especialmente dos semi-acabados, na ação protecionista que iniciou no ano passado, invocando os dispositivos de defesa comercial contra surtos de importações da lei de comércio dos EUA. Uma decisão do presidente George W. Bush é esperada para o dia 6 de março. Um dos mais de vinte paíse que podem ser afetados, o Brasil é o principal fornecedor externo de semi-acabados no mercado americano. No ano 2000, vendas desses produtos representaram US$ 500 milhões dos US$ 700 milhões que o País exportou em aço para os EUA. "Vamos argumentar que as exportações de aço do Brasil têm sua especificidade e que não vemos razão para sermos incluídos numa vala geral", disse Lafer, em entrevista ao Estado. "A nossa indústria é competiva, fez sua reestruturação e não recebe subsídios do governo".

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