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Brasil põe duas propagandas de marketing direto em Cannes

O Brasil conseguiu incluir apenas duas peças de marketing direto na short list da categoria Lions Direct do 49º Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Incluída este ano, a categoria visa a estimular o setor que leva a propaganda onde o consumidor está, como gôndolas de supermercados, redes de varejo ou na abordagem na rua, pelo correio ou pela internet.Ao todo concorrem aos primeiros Lions Direct 120 trabalhos de todo o mundo, dos quais 42 da Inglaterra, 13 da Alemanha e 12 dos Estados Unidos. A agência Salem com o trabalho para Cigna e a Sun MRM para Food & Service são as únicas brasileiras que competem na categoria.O presidente e principal executivo da Wunderman, empresa de marketing direto do grupo Young & Rubicam, Lester Wunderman, o homem que há 44 anos profissionalizou essa atividade, deu uma verdadeira aula em palestra no Grand Palais des Festivals. Disse que é importante a propaganda ter em mente que o consumidor é o rei e como tal ele deve ser tratado. Esse, segundo ele, é o segredo da atividade de marketing direto, que ao contrário da propaganda convencional, conversa e aborda esse consumidor no ato da compra. Ele vê o segmento como uma ferramenta, que ajuda as empresas a medir a força de suas marcas.Com 3,4 mil funcionários, 75 escritórios em 37 países, inclusive o Brasil, a Wunderman, disse o fundador, entende que o marketing direto não é somente estar com o consumidor, mas entender as necessidades.Essa categoria foi incluída no festival por força da recessão norte-americana no ano passado, com reflexos em todo o mundo, especialmente após os atentados de 11 de setembro. Nesse cenário, o marketing direto foi uma alternativa para empresas que reduziram verbas de marketing, mas queriam manter posições de mercado. Wunderman insistiu, com simpatia, que o marketing direto precisa ser visto e respeitado como parte dos planos estratégicos das empresas. Também precisa se profissionalizar em todo o mundo. Não foram poucos os jurados da categoria a dizer que os trabalhos brasileiros ainda precisam ser melhor depurados. Tanto que de 62 trabalhos, o País só conseguiu emplacar dois no short list e corre o risco de não levar nenhum leão da categoria para casa.

Agencia Estado,

20 de junho de 2002 | 16h13

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