André Dusek|Estadão
André Dusek|Estadão

Brasil precisa deter sua dívida, afirma Padilha

Segundo ministro, PEC do teto e reforma da Previdência são fundamentais para o País

Anna Carolina Papp, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2016 | 21h27

O governo do presidente Michel Temer irá focar na proposta de limitação dos gastos públicos e na reforma da Previdência para que o País possa retomar o crescimento econômico depois de nove trimestres de recessão. “Vamos centrar fogo nessas duas reformas, que são fundamentais para o Brasil”, afirmou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

No evento “Brasil Futuro”, promovido nesta segunda-feira, 12, em São Paulo pela Consulting House para discutir os novos rumos do País, o ministro afirmou que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos do governo à inflação do ano anterior pelos próximos 20 anos é indispensável para deter o alarmante crescimento da dívida pública. “Hoje, a dívida está em 70% do PIB. Em cinco anos, pode facilmente chegar a 100%”, disse Padilha. Além de controlar a dívida, o ministro diz que os principais desafios da nova gestão são “manter os atuais e gerar novos empregos, conter o déficit da União e induzir o crescimento econômico”.

O ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, que também participou do evento, afirmou que a aprovação da PEC é necessária para o sucesso do ajuste, que “recoloca o Brasil na rota da austeridade fiscal. “A emenda tem de ser aprovada, pois a dívida pública cresce numa velocidade incompatível com qualquer crescimento de despesa”, disse. “Mas isso é só o começo do jogo: temos de aprovar a Reforma da Previdência.”

Padilha reforçou que a proposta que será enviada ao Congresso prevê idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, com período de transição será de 15 anos para homens e 20 anos para mulheres e professores. “Este ano, o déficit da Previdência está previsto em R$ 146 bilhões. Se nada for feito, entre 2025 e 2030, o sistema estará inviabilizado.”

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