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Brasil precisa diminuir papel do BNDES para estimular economia, diz professor de Columbia

Em evento em São Paulo, José Alexandre Scheinkman também destacou que o País deveria simplificar o sistema de impostos

Mateus Fagundes, O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2015 | 10h21

SÃO PAULO - O Brasil precisa abandonar as políticas de protecionismo e diminuir a burocracia para aumentar a produtividade da economia, na opinião do professor de economia da Universidade Columbia José Alexandre Scheinkman.

"O Brasil precisa abandonar a política de campeões nacionais e diminuir o papel do BNDES no financiamento de empresas. Além disso, é necessário simplificar o sistema de impostos", afirmou, durante o lançamento em São Paulo do "Por quê?", plataforma digital interativa sobre economia.

Destacando que o Brasil tem crescido pouco há mais de três décadas e que o País tem um déficit fiscal estrutural, Scheinkman defendeu a necessidade de uma maior integração com o resto do mundo, maior competição entre as empresas e mudança das políticas de pesquisa e desenvolvimento."Se a gente não fizer as medidas que aumentam a nossa produtividade, nada mais vai funcionar", afirmou o economista.

Segundo ele, com uma economia mais aberta ao comércio exterior, o Brasil poderia conseguir insumos mais baratos para as empresas. Por sua vez, com maior competitividade, as empresas com menor produtividade teriam de se adequar para se manter no mercado. 

O economista ponderou que o setor agrícola brasileiro é um exemplo de alta produtividade. "Houve uma desregulamentação dos mercados e há investimentos em pesquisa e desenvolvimento através da Embrapa", disse. 

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