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Brasil precisa elevar capacidade de energia em 50% em 10 anos

Segundo o ministro Edison Lobão, é preciso investir cada vez mais para garantir segurança energética no País

Gerusa Marques, da Agência Estado,

06 de fevereiro de 2009 | 11h45

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta sexta-feira, 6, que o Brasil precisará elevar em 50% a sua capacidade de produção de energia no prazo de 10 anos. Segundo ele, o Brasil tem hoje uma capacidade de 102 mil megawatts (MW) e precisará instalar, até 2018, 51 mil MW. "Temos cada vez mais que investir para ter a segurança de que o Brasil não sofrerá por falta de energia", disse Lobão ao anunciar o Plano Decenal de Energia Elétrica 2008-2017. Segundo o ministro, o Brasil manterá como prioridade a energia hidrelétrica e de fontes renováveis, mas ele não descartou o uso de energia térmica, principalmente das usinas nucleares. Lobão disse que a energia eólica é uma boa alternativa, mas apresenta o problema do alto custo. Ele afirmou que, dos R$ 142 bilhões que foram acrescidos ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), metade será para o setor de energia, que segundo ele, não sofreu impacto com a crise financeira internacional. Ao ser questionado sobre as críticas que o governo tem sofrido pelo aumento da utilização de energia vinda de usinas termoelétricas movidas à óleo, Lobão disse que essas térmicas não ficam ligadas o ano inteiro e que elas têm caráter estratégico para garantir que não faltará energia na época de seca. O ministro disse para uma plateia de técnicos do setor que o Brasil ficou muito tempo sem planejamento e que o governo Lula recuperou essa capacidade de planejar o setor elétrico. "Por falta de planejamento, não tínhamos um portfólio de projetos amplo para a realização dos leilões", disse. Segundo ele, em 2010, o governo fará o inventário de várias bacias hidrográficas que terão capacidade de produzir 30 mil MW de energia. Ele citou também o Plano Estratégico de Longo Prazo que traça diretrizes até 2030. "O suprimento de energia está garantido com a segurança exigida", disse o ministro. Ele explicou que o Plano Decenal foi feito com base numa projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,9% ao ano e, com a crise econômica, será necessário fazer uma revisão anual das estimativas. Em seu discurso, Lobão agradeceu a atuação do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama, que têm "colaborado" com o desenvolvimento de projetos como as usinas do Rio Madeira. Ele terminou sua apresentação descartando eventuais racionamentos de energia. "Quando assumi esse ministério há um ano, as nuvens cinzentas diziam que iríamos mergulhar em um racionamento. Isso não aconteceu e não acontecerá nunca", disse. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, detalhará ainda nesta sexta o Plano Decenal, mas ele adiantou que não houve modificação na proposta que foi divulgada pelo ministério no fim de dezembro.

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