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‘Brasil precisa exportar know-how para abrir mercado’

Ex-ministro diz que nações não trocam de matriz energética se não houver maior número de produtores no mundo

Wagner Barreira, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2014 | 14h11



SÃO PAULO - O etanol passou os últimos anos longe dos holofotes. Desde o Proálcool dos tempos da ditadura militar, o programa de combustível a base de cana-de-açúcar vive seu pior momento e o programa de Biodiesel foi completamente abandonado pelo atual governo, segundo o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.

“Temos de exportar know-how para ter mais gente produzindo etanol”, afirma. Rodrigues, em seus tempos de ministro de Luiz Inácio Lula da Silva, fez um giro pela Ásia, considerada então o grande mercado para o etanol brasileiro, e ouviu de uma autoridade oriental que eles só cogitariam mudar a matriz energética baseada em combustíveis fósseis se pudessem comprar álcool de vários países. Ou seja, é preciso criar uma base produtora mundial para que o etanol seja visto como alternativa energética.

Hoje, segundo Elisabeth Farina, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, 10% do etanol brasileiro é exportado. Para Farina, a maior preocupação com diversificação da matriz energética no mundo pode ser vantajosa para o etanol, fonte limpa, que pode colaborar na redução de emissões de carbono. “Ainda há espaço para crescer”, disse. “O cenário internacional é importante.”

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