Brasil precisa sustentar crescimento, diz agência de risco

A analista responsável pelo Brasil na agência de classificação de risco Standard and Poor?s, Lisa Schineller, disse que a nota do País vai melhorar quando ficar demonstrado que o crescimento econômico é sustentável. ?Indicações de crescimento em um ano não são suficientes para que a classificação de um país seja modificada. A revisão do conceito dado ao Brasil depende de sinais claros de que o crescimento econômico vai se sustentar além de 2004?, explicou Schineller.Rumores nesta terça-feira de que a Standard and Poor?s estaria prestes a mudar para melhor a classificação de risco do Brasil ? hoje B+, ainda abaixo do considerado seguro para investimentos ? tiveram efeitos positivos no mercado e foram creditados como responsáveis por uma alta de 0,7% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).Lisa Schineller disse que a agência não comenta rumores sobre mudanças nas classificações.Expectativa por sinais positivosNo entanto, ela explicou que o crescimento previsto para a economia mundial deve beneficiar o Brasil, ajudando aumentar ainda mais as exportações, que já estão apresentando um bom desempenho. ?Estamos mais preocupados com o consumo doméstico, que não aumentou tanto quando se estava esperando?, comentou a analista. Entre os sinais positivos mais recentes, Lisa cita o estabelecimento do salário mínimo de R$ 260 pelo governo, apesar da grande pressão para elevá-lo para R$ 275.A analista observou que ainda há expectativas sobre os impactos que as mudanças que vêm ocorrendo no Brasil terão sobre a disposição de investidores estrangeiros em colocarem seu dinheiro no país.?O Brasil tem de prosseguir nos seu processo de criação de um ambiente favorável de negócios?, disse.?O desenvolvimento de marcos regulatórios para a economia é uma tarefa essencial agora para melhorar o fluxo de investimentos diretos estrangeiros.?

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