Werther Santana/Estadão
Na concentração urbana da cidade de SP, foram produzidos R$ 164,884 milhões por quilômetro quadrado. Werther Santana/Estadão

Brasil produziu R$ 824 mil por km² em 2018, de acordo com o IBGE

Valores de densidade econômica são mais elevados nos municípios das capitais e nos mais urbanizados do litoral e do Centro-Sul, e mais baixos no interior do Nordeste e do Norte

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2020 | 10h00

RIO - A densidade econômica, que mede a produção de riqueza por área, foi de R$ 824 mil por quilômetro quadrado no território brasileiro em 2018, de acordo com o Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios 2018, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse valor subiu a R$ 8,673 milhões por quilômetro quadrado nas concentrações urbanas, ou seja, 10,5 vezes mais que a média nacional. Na Amazônia Legal, região com extensas áreas de baixa ocupação, a densidade econômica foi de apenas R$ 122 mil por quilômetro quadrado.

Os valores de densidade econômica são mais elevados nos municípios das capitais e nos mais urbanizados do litoral e do Centro-Sul, e mais baixos no interior do Nordeste e do Norte. O IBGE justifica que as municipalidades mais urbanizadas têm maior participação do setor de serviços e da indústria, que produzem maior valor agregado por área, enquanto as áreas rurais estão sob maior influência da agropecuária, que produz menor valor por área, embora seja um setor importante para a economia local.

Os seis municípios com maior densidade econômica em 2018 estavam na concentração urbana de São Paulo/SP, com destaque para o município de Osasco (SP), com mais de R$ 1,1 bilhão produzido por quilômetro quadrado.

Na concentração urbana de São Paulo/SP, foram produzidos R$ 164,884 milhões por quilômetro quadrado, enquanto a concentração urbana do Rio de Janeiro/RJ produziu R$ 93,581 milhões por quilômetro quadrado, ou seja, 56,8% do valor observado na de São Paulo/SP.

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Oito municípios detinham quase 25% do PIB em 2017; SP era responsável por mais de 10%, diz IBGE

Para analista, dado indica uma concentração 'evidente', apesar da tendência de desconcentração dos últimos anos; apenas em 2002, capital paulista respondia pela fatia de 12,7% do PIB, enquanto Rio detinha 6,3%

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2020 | 10h00

RIO - A riqueza permanece concentrada no País. Em 2018, oito municípios detinham cerca de 25% da economia brasileira, mas apenas 14,7% da população, de acordo com o Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios 2018, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os maiores geradores de riqueza naquele ano foram: São Paulo (com 10,2% do PIB brasileiro), Rio de Janeiro (5,2%), Brasília (3,6%), Belo Horizonte (1,3%), Curitiba (1,2%), Manaus (1,1%), Porto Alegre (1,1%) e Osasco/SP (1,1%).

“É um indicador de concentração bem evidente. Apesar dessa concentração bem evidente, em relação a 2002, existe tendência de desconcentração”, disse Luiz Antonio de Sá, analista do IBGE. Em 2002, a capital paulista respondia por uma fatia de 12,7% do PIB brasileiro, enquanto a capital fluminense detinha 6,3% da economia.

No ano de 2018, quando somados os 25 municípios brasileiros mais ricos , chegava-se a mais de um terço do PIB brasileiro, 36,3%. Os 71 maiores municípios alcançavam praticamente metade do PIB nacional, mas abrigavam pouco mais que um terço da população.

Por outro lado, os 1.346 municípios mais pobres responderam por apenas 1,0% do PIB nacional e 3,1% da população do país.

Se consideradas as concentrações urbanas, regiões com mais de 100 mil habitantes que reúnem uma ou mais cidades com alto grau de integração, apenas duas delas detinham, juntas, um quarto do PIB brasileiro: a de São Paulo/SP (16,8%), que inclui o município de Osasco (SP), entre outros; e a do Rio de Janeiro/RJ (8,1%).

As 10 maiores concentrações urbanas brasileiras eram responsáveis, juntas, por 42,5% do PIB brasileiro, que somou R$ 7,0 trilhões no ano de 2018. “Existe a expectativa que a economia pungente das capitais transborde para municípios da região metropolitana”, justificou Sá.

Avançaram

Na passagem de 2017 para 2018, os municípios com maior ganho de participação no PIB do país foram Maricá (RJ), Niterói (RJ) e Campos dos Goytacazes (RJ), cada um com acréscimo de 0,2 ponto porcentual. Todos foram impulsionados pela alta do preço do petróleo.

A administração pública foi a principal atividade econômica em 49,2% dos municípios brasileiros, mas essa fatia superava os 90% dos municípios nos estados do Acre, Roraima, Amapá, Piauí e Paraíba. No Estado de São Paulo, apenas 9,6% dos municípios tinham a administração pública como principal atividade econômica local.

O maior valor adicionado da Agropecuária foi São Desidério (BA). Na indústria, 20 municípios respondiam por quase 25% do valor adicionado do setor. Um quarto do valor adicionado dos serviços estava concentrado em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF).

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Município do Espírito Santo teve maior PIB per capita em 2018, de R$ 583 mil, diz IBGE

Presidente Kennedy apresentou um PIB per capta maior que a média nacional; no mesmo ano, o PIB per capita brasileiro foi de R$ 33.593,82

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2020 | 10h00

RIO - Os dez municípios com os maiores Produto Interno Bruto (PIB) per capita no País em 2018 somavam 1,5% da economia nacional e 0,2% da população brasileira, de acordo com o Produto Interno Bruto dos Municípios 2018, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O município com maior PIB per capita foi Presidente Kennedy (ES), com R$ 583.171,85, seguido por Ilhabela (SP), com R$ 419.457,22, ambos impulsionados pela extração de petróleo. O terceiro lugar foi de Selvíria (MS), R$ 362.080,40, seguido por São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), com R$ 337.288,81; Paulínia (SP), com R$ 306.163,17; Triunfo (RS), com 304.208,49; Vitória do Xingu (PA), com R$ 291.967,12; Extrema (MG), com R$ 268.459,18; Louveira (SP), com R$ 229.610,70; e São Francisco do Conde (BA), R$ 225.290,31.

No mesmo ano, o PIB per capita brasileiro foi de R$ 33.593,82.

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