Brasil quer ajudar EUA com etanol

O Brasil poderá obter avanços nas negociações para a venda de etanol ao mercado americano após a devastação provocada pelo furacão Katrina, que atingiu os Estados Unidos e afetou a produção de petróleo no sul do país. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirma que já está em conversações com interlocutores americanos para a venda do combustível. Sua idéia é de que o assunto seja debatido durante a viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai fazer aos Estados Unidos neste mês. Com o desastre natural provocado pela passagem do furacão, o preço do petróleo disparou e a Casa Branca apelou a seus cidadãos a serem prudentes no consumo de gasolina. "Essa é uma grande oportunidade para o Brasil. Podemos oferecer alternativas para o abastecimento nos Estados Unidos e o Brasil pode ser um país resolvedor", disse o ministro Furlan. O governo brasileiro não é o único que pensa em fornecer combustível aos Estados Unidos. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que poderia enviar gasolina barata para 8 milhões de americanos. Alguns países da Europa também foram consultados por Washington para saber se poderiam oferecer gasolina. Os europeus se mostraram dispostos a ceder parcelas de suas reservas estratégicas. No caso do Brasil, Furlan acredita que pode haver uma mobilização no País que resulte em volume suficiente de etanol para exportar. "A idéia é que o presidente Lula trate do assunto quando estiver nos Estados Unidos." Já o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, deixou claro que o Brasil poderá enviar ajuda ao governo dos Estados Unidos para que possa lidar com os efeitos da tragédia. "Por mim poderíamos fazer algo, mas eu não decido sozinho e vamos ver com o restante do governo." Petrobras Segundo Furlan, o Brasil ainda assinará uma série de acordos no setor de petróleo na semana que vem com a Nigéria, um dos principais produtores de petróleo da África. "A Petrobras vai assinar um contrato de colaboração com a Nigéria que terá impactos substanciais." O acordo será assinado durante a visita de uma comitiva nigeriana ao Brasil, que terá a presença do presidente do país africano. A comitiva do governo da Nigéria ainda visitará a Embraer, em São José dos Campos (SP), e Furlan revela que os africanos se mostraram interessados em adquirir os jatos brasileiros durante a passagem pelo País.

Agencia Estado,

03 Setembro 2005 | 09h06

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