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Brasil quer ampliar exportação à China

Em viagem, Lula vai divulgar produtos de maior valor agregado

Renata Veríssimo, O Estadao de S.Paulo

12 de maio de 2009 | 00h00

Com a China ocupando, desde abril, o posto de principal parceiro comercial do Brasil, o governo brasileiro começa uma ofensiva para diversificar as exportações aos chineses. Na viagem que fará a Pequim na próxima semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará divulgar produtos brasileiros com alto valor agregado, como os aviões da Embraer, ou que enfrentem barreiras, como as carnes. O presidente também quer estimular o aumento dos investimentos bilaterais. No dia 19 de maio, Lula terá um encontro com empresários brasileiros e chineses. Cerca de 180 empresas brasileiras, de vários setores, foram convidadas. "O presidente vai insistir nos produtos que têm grande impacto na balança comercial", afirmou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. Segundo ele, o Brasil representa apenas 1,4% do que a China compra do mundo. Um levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento aponta 26 setores em que as empresas brasileiras poderiam ampliar sua participação no mercado chinês. Entre eles, autopeças, siderúrgicos, computadores, motores de veículos, aviões, químicos, celulose e papel, carnes e fertilizantes.Barral afirmou que, para ampliar o comércio bilateral, o governo enfrenta resistências em casa. Empresários brasileiros se mostram reticentes, seja por questão cultural ou pelo alto custo da promoção comercial na China. Para ajudá-los, a Agência de Promoção às Exportações (Apex-Brasil) vai abrir um escritório em Pequim. O desafio é transformar a pauta exportadora brasileira para China de produtos básicos para de alto valor agregado. No primeiro quadrimestre de 2009, 76,5% do que a China comprou foram básicos e 23,1% industrializados. E a China vendeu 2,3% de produtos básicos para o Brasil e 97,7% de industrializados.

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