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Brasil quer apressar exportações de carne bovina para a China

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, propôs hoje às autoridades chinesas que empresas brasileiras que exportam carne bovina para a União Européia (UE) sejam autorizadas a vender seus produtos para a China o mais breve possível. Em contrapartida, as empresas chinesas licenciadas a exportar tripas ao bloco europeu receberiam também permissão para colocar seus produtos no mercado brasileiro.Acompanhado do ministro do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Indústria, Luiz Fernando Furlan, Rodrigues procurou convencer o ministro da Quarentena da China, Li Changjiang, a suspender o embargo à carne brasileira, em vigor desde o surgimento, há três anos, de casos de febre aftosa no Rio Grande do Sul. Mas apesar dos dois países terem assinado hoje um acordo sanitário e fitossanitário, a liberação das exportações teria que esperar ainda a habilitação das empresas brasileiras e chinesas exportadoras.Esse processo, que requer inspeções ´in loco´ nos frigoríficos dos dois países e intricados procedimentos burocráticos, ainda vai levar muito tempo. "Para anteciparmos a retomada das exportações, sugerimos aos chineses que os frigoríficos dos dois países licenciados junto à UE já possam iniciar os negócios", disse Rodrigues.Caso a proposta do Brasil seja aceita, os principais frigoríficos brasileiros, que já negociam com a UE, poderiam retornar ao mercado chinês. Rodrigues disse que não há estimativas de quanto o Brasil poderia vender em carne bovina para a China. " Mas se cada chinês comer pelo menos meio quilo de carne por ano, e a população da China é de 1,3 bilhão, dá para ver o potencial desse mercado", afirmou.Rodada da OMCRodrigues disse estar otimista com a possibilidade de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a UE. Na semana passada, os dois blocos apresentaram formalmente as ofertas de acesso aos seus mercados. Durante a reunião de cúpula entre a UE e América Latina no próximo fim de semana em Guadalajara, no México, representantes dos dois países vão voltar á mesa de negociação, com o objetivo de assinar um tratado até outubro próximo.

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