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Brasil quer ´bases técnicas´ para ouvir Bolívia sobre Madeira

Segundo a ministra da Casa Civil, País vai se pronunciar no ´momento oportuno´

Denise Luna, da Reuters

13 de julho de 2007 | 13h14

O governo brasileiro deu sinais de que poderá atender o pedido feito pela Bolívia para tratar das usinas hidrelétricas do Rio Madeira. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 13, pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, um dia depois da solicitação de uma "reunião urgente" por parte do governo boliviano. Mas, apesar de apostar no diálogo para superar mais uma polêmica com a Bolívia, Dilma afirmou que será necessário ver os argumentos do país vizinho, dentro de "bases técnicas". A ministra informou ainda que o Itamaraty está avaliando a questão e "vai se manifestar no momento oportuno", mas não quis antecipar se haverá ou não esta reunião. Dilma também evitou comentar a participação de empresas estatais no leilão para venda da energia que será gerada pelas usinas do rio Madeira, em Rondônia, afirmando que a informação será divulgada somente quando o modelo do leilão for definido.A ministra participou na manhã desta sexta de um evento para entrega da frota de ônibus que será utilizada durante os Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro, com mistura de 5% de biodiesel.Também presente no evento, o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, informou que o governo está analisando o contrato firmado entre Furnas, subsidiária da Eletrobrás, e a construtora Odebrecht, para tomar a decisão. "Eles têm esse contrato e estamos avaliando se ele se sobrepõe a algumas regras já estipuladas", explicou.Furnas e Odebrecht formaram um consórcio em 2001 para formatar o projeto das usinas do rio Madeira, utilizado pelo governo como base para os pedidos de licença ambiental. As duas companhias gastaram R$ 130 milhões de reais até o momento e tinham a intenção de participar juntas da construção das unidades. A parceria, no entanto, despertou a oposição de outras empresas privadas interessadas em construir as usinas. De acordo como o ministro Hubner, se a participação de Furnas for aprovada, outras empresas estatais também poderão fazer parcerias com empresas privadas antes do leilão. O governo tenta, porém, que as parceiras seja fechadas somente após o leilão, para aumentar a competitividade.

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