Brasil quer emplacar a caxirola como herdeira da vuvuzela

Instrumento oficial das Copas do Mundo e das Confederações, criado por Carlinhos Brown, será vendido por R$ 29,90

TIAGO DÉCIMO / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2013 | 02h09

Instrumento inspirado nas vuvuzelas que atormentaram jogadores, torcedores e telespectadores durante a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, a caxirola, inventada pelo músico baiano Carlinhos Brown, faz sua estreia oficial hoje, no clássico Bahia e Vitória, na Itaipava Arena Fonte Nova.

As caxirolas, que lembram o caxixi - chocalho feito de palha e sementes tocado junto com o berimbau -, estão sendo fabricadas e distribuídas sob responsabilidade da multinacional The Marketing Store e foram chanceladas pelo Ministério dos Esportes e pela Fifa como instrumento oficial das Copas das Confederações e do Mundo. A produção é feita em plástico verde, feito a base de cana-de-açúcar, fabricado pela Braskem.

Leves, para evitar atos de vandalismo, os instrumentos são feitos de plástico colorido imitando a textura de palha.

As empresas envolvidas não revelam quanto pretendem faturar com o instrumento nem quanto vão pagar de royalties para Brown. Ele também evita falar em dinheiro, mas promete fazer barulho com as caxirolas.

Após o lançamento oficial, o instrumento começará a ser vendido em estádios, lojas de artigos esportivos e redes varejistas. O preço sugerido é de R$ 29,90.Serão distribuídas 50 mil caxirolas nas entradas do estádio, para que haja, no jogo, o que Brown chamou de "primeira 'ola' sonorizada do mundo".

A 'ola', o movimento dos torcedores que lembra uma onda humana, também se tornou conhecida em uma Copa do Mundo, a do México, em 1986.

Acompanhado de 300 percussionistas, Brown dará uma 'aula' aos torcedores antes do início da partida.

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