Brasil quer maior participação dos emergentes na escolha para FMI

Ministro Mantega já havia defendido que as discussões sobre a sucessão no FMI contemplassem o novo status dos países emergentes nas questões mundiais

Reuters,

19 de maio de 2011 | 15h17

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira, 19, que o Brasil está trabalhando para que os emergentes tenham mais participação na escolha do novo chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI).                                 

"Estamos discutindo procedimentos e critérios para que os emergentes participem ativamente", disse ao chegar ao ministério.                                 

Mantega negou que esteja discutindo nomes para a substituição de Dominique Strauss-Kahn, que renunciou ao cargo após a acusação de crime sexual.                                 

Na véspera, antes da saída de Strauss-Kahn, Mantega já havia defendido em carta ao G20 que as discussões sobre a sucessão no FMI contemplassem o novo status dos países emergentes nas questões mundiais. Segundo ele, a escolha não deve ter a nacionalidade como parâmetro.                                 

"Já se passou o tempo em que poderia ser remotamente apropriado reservar esse importante cargo para um cidadão europeu", escreveu.                                 

"Também já se passou o tempo em que algumas decisões podiam ser tomadas por um grupo exclusivo de países, como o G7. O G20 já substituiu o G7 como principal fórum para a cooperação econômica internacional. O FMI não pode ficar para trás neste processo de mudança institucional."                                 

Entre países da União Europeia a pressão é para que o posto continue com um europeu e o nome da ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, foi citado por algumas autoridades.                                 

Em pesquisa da Reuters ela também foi considerada a principal candidata, mesmo que não seja vista como a mais apropriada para o cargo .

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