Coluna

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Brasil quer política automativa mais longa no Mercosul

O Brasil quer ampliar o prazo dos acordos do regime automotivo com a Argentina e os demais parceiros do Mercosul, que atualmente duram um ano, contou o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior, Ivan Ramalho, em entrevista no XXVII Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex). "Queremos ver uma política automotiva no Mercosul mais longa, mais duradoura, que não seja de apenas um ano, que não dá segurança para o investidor", afirmou.De acordo com ele, no início do ano haverá um processo de negociação para a renovação do acordo em julho. Os automóveis são o principal produto de exportação do Brasil para a Argentina e também da Argentina para o Brasil. Ramalho disse sentir um clima favorável na Argentina, no Uruguai e no Paraguai para o aumento do prazo.Ramalho também afirmou em relação a outros setores que o governo brasileiro entende que o País já deu a sua contribuição à recuperação da indústria argentina. O secretário afirmou que ao governo brasileiro interessa que "se dê a máxima liberdade (dentro do bloco), eliminando de preferência o processo de licenciamento não automático, porque com ele há sempre um retardamento no processo em relação aos produtos que não estão submetidos a esse regime".Ramalho citou que a meta de corrente comercial (exportações mais importações) bilateral de US$ 20 bilhões para este ano já foi alcançada nos primeiros dez meses de 2007 e até dezembro o resultado deve chegar a US$ 23 bilhões. As importações de produtos argentinos estão crescendo mais que as exportações para lá, como está ocorrendo este ano na balança comercial brasileira em geral.

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