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Brasil quer renovar acordo automotivo com Argentina

O governo brasileiro manifestou à Argentina, na reunião bilateral de anteontem, interesse em ampliar o prazo do acordo automotivo entre os dois países. Segundo o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Ivan Ramalho, o prazo atual é de um ano, o que obriga a renovação do acordo a cada 12 meses. O atual vencerá em junho e o processo de negociação começará em janeiro do ano que vem. Um prazo maior, segundo ele, facilitaria os investimentos do setor. Os automóveis já são o principal item do comércio entre os dois países.Ramalho confirmou que o Brasil quer reduzir as restrições no comércio com a Argentina. Uma delas são as limitações voluntárias, impostas por setores industriais brasileiros, como linha branca, denim e calçados, às vendas para o país vizinho. Outro ponto que o governo brasileiro quer eliminar é o chamado licenciamento não automático nas vendas para o parceiro, que prejudica o comércio entre os países.PROMOÇÃOA Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) está selecionando 15 mercados prioritários para a promoção de exportações e atração de investimentos para o Brasil. Já estão confirmados na lista os três maiores parceiros comerciais do Brasil - Estados Unidos, Argentina e China - e também Dubai e Alemanha, além de Rússia e Egito, adiantou o presidente da Apex, Alessandro Teixeira. Por sua vez, a 27ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), principal evento anual do setor, começou ontem, no Rio, sem a participação do primeiro escalão do governo federal, pela primeira vez em quase três décadas. Representantes dos exportadores criticaram a ausência de autoridades. "Acho que reflete um tratamento marginal para um setor estratégico para o País", disse o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Benedito Moreira. Nem mesmo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, participou. No fim da tarde, o ministro de Cidades, Márcio Fortes, foi ao evento. O secretário-executivo do Mdic, Ivan Ramalho, explicou que Jorge não pôde comparecer por um problema de agenda e afirmou que o governo está "muito empenhado em ampliar as exportações".Para uma fonte do setor, a justificativa não colou. "Não há precedente histórico nisso. Normalmente, tem excesso de ministro", disse. Em edições anteriores, o Enaex chegou a ser prestigiado pelos presidentes Fernando Henrique e Lula.

Adriana Chiarini e Nilson Brandão Junior , Rio, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

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