Brasil quer resposta dos EUA sobre camarão antes de ir à OMC

O governo brasileiro vai aguardar uma resposta do Departamento de Comércio dos Estados Unidos sobre as razões técnicas para sobretaxar as exportações brasileiras de camarão antes de contestar a medida na Organização Mundial do Comércio (OMC). O secretário especial de Aquicultura e Pesca, José Fritsch, quer saber porque os EUA deram tratamento diferenciados para as empresas brasileiros.Enquanto o camarão fornecido pela empresa Norte Pesca, foi taxado em 67,8%, a Companhia de Industrialização e Distribuição de Alimentos (Cida), terá que pagar uma tarifa antidumping de 8,41% e a Netuno ficou livre da sobretaxa. ?Certamente houve erro de cálculo. Queremos entender por que o governo dos Estados Unidos não estabeleceu sobretaxa para uma empresa (Netuno), mas fixou taxa de 67,8% para a Norte Pesca?, afirmou o secretário.Juntas, as três empresas vinham respondendo por 48% das exportações brasileiras de camarão para os EUA. As demais empresas exportadoras terão de pagar 36,91% no desembarque do produto nos Estados Unidos. O valor corresponde à média ponderada da taxa aplicada às duas empresas nas quais teria sido verificado dumping, segundo alega o Departamento do Comércio dos EUA. Segundo Fritsch, o assunto será tratado pela embaixada do Brasil em Washington. Ele confirmou que se forem mantidas as sobretaxas, o governo brasileiro vai contestar a medida na OMC, proposta defendida na quinta-feira pelo Ministério das Relações Exteriores. Segundo o Itamaraty, não existe dumping nas exportações brasileiras de camarão ? o motivo alegado pelo governo americano para impor as restrições. As sobretaxas começarão a ser cobradas em caráter provisório. Uma decisão final deve sair até dezembro.

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