Brasil quer reunião com Bolívia e Argentina sobre gás

O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, confirmou ontem que o governo brasileiro propôs à Bolívia a realização de uma reunião tripartite - incluindo autoridades argentinas - para discutir a situação do fornecimento de gás natural boliviano à usina Termocuiabá, no Mato Grosso. Hubner reconheceu que, de fato, a Bolívia terá dificuldades para atender, este ano, todos os seus contratos de venda de gás. Nesse cenário, o governo boliviano já anunciou que não garante o fornecimento pleno à Termocuiabá em 2008.A reunião com os representantes da Bolívia e da Argentina ainda não está marcada, mas, segundo Hubner, deverá acontecer ainda no início deste ano. A idéia do governo brasileiro é estabelecer um calendário para o abastecimento da Termocuiabá, de modo que a usina possa receber, quando tiver de ser acionada, eventuais sobras do gás que a Bolívia vende à Argentina e à Petrobras, por meio do Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol). "O consumo do gás tem uma certa sazonalidade. A idéia é tentar fazer um calendário para a utilização do combustível pela Termocuiabá enquanto a Bolívia não regulariza sua situação", disse, lembrando que a térmica mato-grossense não precisa gerar energia o tempo todo, mas apenas nos períodos mais secos, para poupar os reservatórios das hidrelétricas.Hubner afirmou que o governo negociará o estabelecimento de um contrato que defina quantidades de gás que possam ser fornecidas à térmica de acordo com a sazonalidade do uso do combustível pela Petrobras e pela Argentina.Segundo o ministro, os bolivianos acreditam que a partir de 2009 a produção de gás no país vizinho será ampliada e o fornecimento a todos os contratos deverá ser normalizado.

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