Brasil quer ser parceiro comercial número um de Cuba

Afirmação foi do ministro das Celso Amorim, segundo quem os dois países vão criar fundo de financiamento

Efe,

30 de maio de 2008 | 18h43

O Brasil expressou nesta sexta-feira, 30, sua intenção de se transformar no parceiro comercial número um de Cuba. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse no primeiro dia de uma visita à ilha - que deve durar dois dias - que "nesse momento novo e tão importante vivido por Cuba, o Brasil não quer ser o parceiro número dois ou número três. O Brasil quer ser o parceiro número um de Cuba".  Amorim, que há menos de cinco meses acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem a Havana, se reuniu nesta sexta com o chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, com quem assinou um acordo para o que chamou de "implementação do projeto de assistência técnica para a produção de soja em Cuba". O chanceler brasileiro lembrou que as "excelentes relações" entre os dois países até agora sentiam falta de uma coisa mais concreta, uma situação que, na sua opinião, se reverteu e deu passagem a "uma nova fase" com a visita de Lula, em janeiro. "Nós temos a convicção de que Cuba está também se abrindo a uma nova fase de seu desenvolvimento, de sua evolução, e o Brasil quer estar ao lado de Cuba nessa nova fase", disse Amorim após se reunir com Pérez Roque. O chanceler cubano concordou com Amorim ao afirmar que a visita dá "um novo impulso" aos temas sobre os quais os países trabalharam nos últimos meses. "Temos certeza de que esta visita constitui um momento de importância excepcional nas relações e deixará como esteira, como resultado, sem dúvidas, um novo impulso nas relações entre nossos países", disse Pérez Roque. Logo no início do dia, Amorim já tinha mostrado seu otimismo sobre a "nova fase" das relações entre Cuba e Brasil, ao afirmar perante um grupo de empresários "o desejo firme e real" de seu país de fazer parte do "esforço de modernização da economia" levado adiante pela ilha. Acompanhado por 22 representantes de empresas brasileiras de setores como construção, agricultura e de energia, o chanceler falou sobre desenvolvimento tecnológico, produção de alimentos e a respeito das infra-estruturas necessárias para contribuir para que Cuba dê um "grande salto" nos próximos anos.Para isso, Brasil e Cuba trabalham na ampliação dos créditos que desde janeiro favorecem o setor agroalimentar, através de um financiamento que já está em torno de US$ 200 milhões. Amorim explicou aos jornalistas que os dois países trabalham para que "em duas ou três semanas" seja aberto um fundo de US$ 150 milhões para o financiamento de produtos industriais de serviços, maquinaria agrícola e construção de estradas, que poderia chegar a US$ 600 milhões. Além disso, o Brasil é o principal destino das exportações cubanas na área de biotecnologia e na indústria médico-farmacêutica, que manda 80% das exportações para os brasileiros. 

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