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Brasil quer tirar proveito da expansão petroquímica do Irã

Empresários brasileiros do setor petroquímico querem aproveitar a expansão do Irã no setor para tentar estabelecer um novo parceiro comercial e tecnológico. Dono da segunda maior reserva petrolífera entre o grupo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o Irã investirá US$ 5 bilhões para tentar deixar de ser apenas fornecedor de petróleo bruto e aproveitar melhor os seus derivados, principalmente o gás, do qual possui a maior reserva do planeta, depois da Rússia. O projeto dos iranianos é montar vários complexos petroquímicos, que até o final da década deverão somar capacidade instalada para 10 milhões de toneladas/ano de resinas termoplásticas, mais do que o dobro da produção do Brasil, cuja indústria nasceu há 30 anos. A intenção é produzir um mix de plásticos que deverá contemplar polietileno (de todos os tipos), polipropileno, policloreto de vinila (PVC) e poliestireno, informa a Câmara do Comércio e Indústria Brasil-Irã.Com tamanho projeto, a oportunidade para a indústria brasileira se revela em várias frentes, das quais talvez a principal venha a ser a troca de serviços e conhecimento por derivados de petróleo usados na indústria petroquímica.Para conhecer as oportunidades para a indústria brasileira (principalmente nas áreas de nafta e condensados), a Câmara organizou uma missão de empresários brasileiros ao Irã. A comitiva com nove executivos brasileiros, de empresas como Unipar, Braskem, Agecon Produtos de Petróleo, Alstom, Incepa, Eucatex e Aeromoth, segue nesta quarta-feira (6) e retorna na quinta-feira da próxima semana (14). Será a primeira vez que empresários brasileiros seguirão ao Irã, em bloco, para negociações. "A Ásia já está lá. Se o Brasil não correr para se posicionar como consumidor de derivados e de óleo cru, vai ter de pagar over price no futuro", diz um dos diretores da Câmara.Pelos números sobre as relações comerciais diretas entre os dois países, o movimento anual gira em torno de US$ 500 milhões. Porém, muitas importações do Irã, procedentes da Europa, são produtos brasileiros atravessados pela União Européia. Nesse caso, a conta do intercâmbio sobe para US$ 890 milhões. O potencial de mercado vislumbrado para os próximos anos, a partir de missões e outros contatos comerciais, é estimado em US$ 2 bilhões por ano.Leia mais sobre o setor de Química e Petroquímica no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

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