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Brasil questiona subsídio europeu ao açúcar

O Brasil iniciou, em Genebra, o questionamento formal dos subsídios dados pela União Européia (UE) aos seus produtores de açúcar e que afetam as exportações nacionais em cerca de US$ 1 bilhão por ano. Apoiado pelos australianos, o Brasil alega que os europeus violam as regras internacionais ao darem subsídios aos seus produtores, o que afeta de forma negativa os preços internacionais do açúcar, além de competir em terceiros mercados de forma desleal. Caso não haja uma solução mutuamente aceitável na reunião que foi iniciada hoje, o Brasil pedirá que os árbitros da OMC investiguem possíveis violações às regras da entidade e determinem uma reforma do regime europeu.A reunião, que normalmente ocorre entre técnicos dos países envolvidos na disputa, acabou se tornando um evento político. Mais de 70 negociadores estavam presentes no início do encontro, que terminará apenas na sexta-feira. Do lado do Brasil estão os canadenses, indianos e colombianos. Já os mais de 20 países do bloco ACP (ex-colônias da Europa na Ásia, Caribe e Pacífico) deverão se pronunciar contra a iniciativa do Brasil, alegando que uma vitória do País contra o regime do açúcar europeu afetaria suas economias já frágeis. Esses países contam com preferências para exportar açúcar à UE e temem que a queixa do Itamaraty afete o fluxo de suas vendas. Pedro Camargo Neto, secretário de Produção do Ministério da Agricultura, explica que a ação do País não irá afetar as economias dos países pobres. "Nosso interesse não é prejudicar o acesso desses países ao mercado europeu. O que queremos é que haja uma igualdade entre europeus e o resto do mundo para competir no mercado internacional", afirmou.

Agencia Estado,

21 de novembro de 2002 | 07h27

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