Brasil recebe 1ª missão comercial da China na área química

Um grupo formado por 18 empresas ligadas à Associação das Indústrias Químicas de Xangai participou hoje, em São Paulo, da primeira rodada de negócios para formação de parcerias entre empresas brasileiras e chinesas da área química e química fina. Segundo o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, a expectativa é de que sejam fechados negócios da ordem de centenas de milhões de dólares. O Brasil, por exemplo, é grande importador de defensivos agrícolas e matérias-primas químicas, e quer ampliar sua participação como fornecedor do mercado brasileiro. Entre as empresas chinesas participantes da rodada estavam também produtores de tintas, pigmentos, plásticos, produtos para borracha, plásticos e pneus, material medicinal de alta molecular, próteses de silicone para cirurgia plástica e até plásticos decorativos para cabines de elevador. Da parte brasileira, estiveram presentes diversas tradings, como Ambra Comercial, CTR Importações, Real Trade, AGS Química, Citra do Brasil Industrial, Delgo, Fujikasui do Brasil, Agroceres Nutrição, Samsung, Sumitomo, Bradesco, Banco Santos, Logos Química, Cosmoquímica Indústria e Comércio. Forte interesse O interesse das duas partes em fechar negócios tem crescido a passos largos nos últimos anos. Não só os brasileiros enxergam a China como um promissor parceiro comercial, mas os chineses também buscam oportunidades de negócios que vem sendo abertas pelo Brasil. A China entrou para a Organização Mundial do Comércio em dezembro de 2001. Nos primeiros cinco meses deste ano, por exemplo, a China ficou em segundo lugar entre os principais importadores de produtos brasileiros. O comércio bilateral, no período, chegou a US$ 2,5 bilhões, com saldo positivo de cerca de US$ 1 bilhão para o Brasil. Em 2002, o comércio total foi de US$ 4,1 bilhões, com a balança positiva em US$ 600 milhões para o País. Em 2001, o comércio entre os dois países ficou em US$ 3,23 bilhões; e em 2000, em US$ 2,32 bilhões.

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