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Brasil receberá US$ 3,9 bi do FMI para reservas

O Banco Central anunciou hoje que o Brasil vai receber US$ 3,9 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI) relativos a um aporte adicional global de US$ 250 bilhões decidido em abril, na reunião de Londres do G-20. A notícia, no entanto, não significa que o País precisa de ajuda externa. Pelo contrário, com esse aporte, o Brasil passa a ter condições de emprestar parte dos dólares das reservas internacionais para outros membros do Fundo. Pelas regras atuais, o País passa a ter condições de emprestar até US$ 9 bilhões das reservas, atualmente em US$ 214 bilhões.

FERNANDO NAKAGAWA, Agencia Estado

26 de agosto de 2009 | 19h33

O aporte de dólares do FMI no Brasil, também ocorrido em outros países, acontece com a transferência de Direitos Especiais de Saque (DES), uma espécie de moeda do Fundo. A distribuição dos papéis segue a proporcionalidade das cotas de cada nação na instituição. De posse dessa moeda do FMI, economias com dificuldade podem tomar recursos emprestados de países com situação externa melhor e os papéis são dados como "garantia" do negócio. Quem oferece dólares, ganha juros do país que tomar o empréstimo.

"Se o FMI colocar o Brasil nesse plano de designação, o que provavelmente vai acontecer porque temos posição robusta e sustentável nas reservas, teremos de dar liquidez aos outros países", explicou a diretora de Assuntos Internacionais do BC, Maria Celina Arraes. Antes da medida anunciada hoje, o Brasil já possuía cerca de US$ 500 milhões em papéis do Fundo. Agora, a posição total será multiplicada por nove, para US$ 4,5 bilhões. Com esse montante, o Brasil poderá emprestar aos outros países o dobro, ou seja, US$ 9 bilhões. Segundo Maria Celina, poucos países fazem parte do grupo de nações associadas ao Fundo que têm fôlego para emprestar parte das reservas. Ela citou como exemplo os Estados Unidos, União Europeia, Inglaterra, Japão e os maiores mercados emergentes, como a China, Rússia, Índia e Brasil.

Dos papéis que serão transferidos para as reservas brasileiras, US$ 3,5 bilhões serão incorporados em 8 de agosto e US$ 433,4 milhões serão agregados em 9 de setembro.

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