Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
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Brasil registra saída de US$ 3,5 bilhões em outubro, calcula BC

Com o resultado, País teve o segundo mês seguido de fluxo negativo; canal financeiro foi a principal porta de saída de recursos

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2015 | 12h57

BRASÍLIA - Após ter registrado um saldo negativo de US$ 111 milhões em setembro, o resultado de outubro do fluxo cambial ficou negativo em US$ 3,500 bilhões, informou o Banco Central. Esta foi a maior saída mensal de recursos do Brasil desde julho, quando deixaram o País US$ 3,935 bilhões. Meses antes, em abril, o volume de entradas líquidas havia sido recorde (US$ 13,107 bilhões).

Este foi o segundo mês de saída de dólares do País, movimento intensificado após o Brasil ter perdido o grau de investimento pela Standard & Poor's (S&P)

A saída de dólares pelo canal financeiro foi de US$ 3,263 bilhões em outubro, resultado de ingressos no valor de US$ 34,871 bilhões e de envios no total de US$ 38,134 bilhões. Ao longo de todo o ano passado, a área financeira foi a principal porta de saída de recursos do País, somando US$ 13,4 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

Já no comércio exterior, o saldo ficou negativo em US$ 237 milhões no mês passado, com importações de US$ 12,276 bilhões e exportações de US$ 12,039 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 2,271 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 3,346 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 6,422 bilhões em outras entradas. 

Fluxo no ano. O fluxo cambial está positivo em US$ 7,665 bilhões no acumulado do ano até outubro. No mesmo período de 2014, o fluxo cambial estava positivo em US$ 8,270 bilhões. Pela primeira vez, nos últimos meses, o resultado acumulado do ano fica menor do que em igual período do ano passado.

No acumulado de 2015, houve saídas líquidas de US$ 9,506 bilhões da área financeira. Neste segmento foram registrados ingressos de US$ 435,358 bilhões e envios de US$ 444,864 bilhões no período. No comércio exterior, o saldo ficou positivo em US$ 17,171 bilhões no período em questão, com importações de US$ 134,007 bilhões e exportações de US$ 151,178 bilhões. 

Leilões do BC. Em outubro, o Banco Central registrou apenas um dia de negociação de leilão de linha, no início do mês, que somou US$ 500 milhões em venda líquida. A cifra é bem menor do que a venda de US$ 6,830 bilhões em leilões de linha registrada em setembro. 

O leilão de linha funciona como uma espécie de "empréstimo" de dólares, já que o BC vende contratos de moeda americana com a promessa de recompra em data futura.

Nos últimos meses, o BC vinha realizando a recompra líquida de dólares dessas operações de linha: US$ 100 milhões em agosto, US$ 1 bilhão em julho, US$ 1,550 bilhão em junho e US$ 3,450 bilhões em maio. Em abril, havia sido a última vez em que houve registro de venda líquida, no total de US$ 200 milhões.

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