Brasil se adaptará às exigências da China para vender soja

Para entender as novas exigências da China para importação de soja em grão, o governo brasileiro solicitou que duas missões chinesas venham ao Brasil para reunir-se com técnicos do governo e representantes da iniciativa privada. A visita está sendo negociada pela Embaixada do Brasil em Pequim e a expectativa é que os chineses venham a Brasília até o final deste mês. "Temos pressa em esclarecer a situação, pois o modelo de certificação atual vale só até abril", disse fonte do Ministério da Agricultura. Foram convidados a participar dos encontros autoridades do Ministério da Agricultura chinês e da Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena (AQSID, na sigla em inglês). A certificação atual vale até 21 de abril, documento que é emitido pelo governo do país exportador. Pelas novas normas, no entanto, caberá às empresas detentoras da tecnologia emitir o certificado. No caso do Brasil, essa certificação seria dada pela Monsanto, empresa que detém a tecnologia da soja transgênica Roundup Ready. "As empresas que exportarem soja para a China necessitarão de um certificado da Monsanto, que deverá cobrar por ele", afirmou. Na prática, as empresas exportadores teriam de fechar um contrato com a Monsanto que cobraria por tonelada embarcada, avaliam técnicos do Ministério da Agricultura. Comenta-se que o "valor do certificado" seria de US$ 6 por tonelada. O ministério recebeu, na noite de ontem, documento do Itamaraty com as exigências da China para importação de soja verde. O documento está sendo analisado.

Agencia Estado,

02 Março 2004 | 12h02

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