Brasil se beneficia de estabilidade política, diz S&P

Segundo agência, houve crescimento no interesse de estrangeiros em negociar empréstimos no País

Efe,

31 de julho de 2008 | 02h58

A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) afirmou nesta quarta-feira, 30, que o Brasil está se beneficiando de uma estabilidade política, de uma melhoria significativa na economia e dos altos preços das matérias-primas. Neste ano, a expansão do mercado de créditos impulsionou o crescimento da negociação da dívida, apesar das pressões inflacionárias e do aumento das taxas de juros. A agência informa que "houve um crescente interesse" por parte de investidores estrangeiros em negociar empréstimos no mercado brasileiro desde que, em abril, elevou a qualificação da dívida soberana do Brasil. "Prevemos que a titulação continuará sendo uma alternativa de financiamento atraente para companhias e instituições financeiras de pequeno e médio porte em 2008 e 2009", disseram os analistas da firma. Já em relação ao entorno econômico do Brasil, a agência considera que é algo mais incerto e lembra as altas nas taxas de juros e um pouco do arrefecimento da atividade, mas acredita que ainda é positivo para as companhias brasileiras em geral. O acesso a novos créditos "piorou" nos últimos meses, segundo a S&P, devido a maiores limitações nos mercados de capital tanto em nível doméstico quanto internacional, mas considera que as empresas não sofrem pressões de liquidez a médio prazo. O aumento dos preços é o principal risco no curto prazo para setores com uma grande dependência do custo das matérias-primas. A agência lembra que o mercado de dívida estruturada cresceu no Brasil até US$ 7,2 bilhão, frente aos US$ 7,1 bilhão do exercício anterior.

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