Brasil se destaca em investimentos no exterior, diz OCDE

Estudo feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico ressalta a expansão internacional de grandes empresas de países emergentes

Agencia Estado

22 de junho de 2007 | 16h44

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ressaltou, num estudo divulgado nesta quinta-feira, 21, sobre investimentos estrangeiros diretos (IED), que a expansão internacional de grandes empresas de países emergentes, entre elas a do Brasil, é uma "característica nova e dinâmica do cenário de investimento global". Entre os exemplos, a organização citou as compras da empresa canadense Inco pela brasileira Companhia Vale do Rio Doce, da anglo-holandesa Corus pela indiana Tata Steel, e da australiana Rinker pela mexicana Cemex.O número de fusões e aquisições além-fronteiras originadas em países que não são membros da OCDE atingiu um nível recorde no ano passado, US$ 115 bilhões. "Mas esse fenômeno não é limitado a alguns negócios", disse a entidade, que congrega trinta das economias mais industrializadas do mundo. "O crescimento econômico rápido, especialmente na Ásia e nos países exportadores de petróleo, os preços elevados das matérias primas, e a contínua liberalização para investimentos em alguns países, têm alimentado um boom dos investimentos externos das economias emergentes."O levantamento mostra que entre 1990 e maio deste ano, o Brasil foi o segundo país em desenvolvimento que mais originou aquisições e fusões de empresas sediadas na área da OCDE, com um volume total de US$ 32,1 bilhões. Cingapura foi o primeiro, com US$ 36 bilhões.O estudo informou que o fluxo de IED para os países da OCDE no ano passado atingiu US$ 910 bilhões, uma alta de 22% em relação a 2005 e seu maior nível desde 2000. "A perspectiva de curto prazo para os investimentos estrangeiros diretos continua forte, estimulada pelos elevados lucros corporativos, taxas de juros baixas e o crescimento econômico robusto", disse. A previsão é que neste ano o fluxo de IED para os países da OCDE cresça 20%.

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