Brasil se torna sócio de banco asiático

BRASÍLIA - À margem da reunião do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Brasil tornou-se sócio do Banco da Ásia, um gigante financeiro com capital de US$ 200 bilhões criado no ano passado. "Queremos garantir uma cadeira como sócio-fundador", informou o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Claudio Puty. "A condição de acionista dá vantagens na participação das obras financiadas pelo banco."

Lu Aiko Otta e LISANDRA PARAGUASSU, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2015 | 02h03

O Banco Asiático (ou AIIB, sigla para o inglês Asian Infrastructure Investment Bank) vai dar suporte financeiro a obras de infraestrutura, sobretudo na Ásia. Mas, para o Brasil, é de interesse participar das licitações nas quais serão contratados serviços de engenharia e construção. Para garantir o acesso privilegiado dado aos sócios, o País fará um aporte pequeno no capital do banco. "O valor não está definido, mas vai ser simbólico por causa do ajuste fiscal", explicou.

A condição de fundador permitirá ao Brasil, ainda, participar das discussões da carta constitutiva da nova instituição financeira, da qual constarão as diretrizes de funcionamento do banco. Ela deverá ser aprovada até o final deste ano.

O AIIB começa com um capital cinco vezes maior do que o banco do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), cuja criação foi assinada em julho do ano passado durante a Cúpula de Fortaleza.

Falta, porém, a medida ser ratificada por todos os governos - inclusive o Brasil, que aguarda aprovação do Congresso Nacional.

Mais ágil devido à própria estrutura política chinesa, o AIIB é interessante para o País pela quantidade de recursos que deverá por à disposição para obras de infraestrutura.

Sua criação foi assinada por 21 países asiáticos, liderados pela China, que iriam aportar inicialmente US$ 50 bilhões, mas não ficou restrito à região. O governo chinês abriu o convite para o resto do mundo, e em seguida países europeus declararam sua adesão. Apesar do esforço americano para evitar, Alemanha, Grã Bretanha, França, Suíça, Itália e Luxemburgo já se associaram, assim como a Coreia do Sul.

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