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Brasil segue vulnerável e poderá precisar do FMI, alerta AEB

A vulnerabilidade externa brasileira continua apesar do saldo comercial de cerca de US$ 20 bilhões deste ano e pode levar o País a precisar da ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) nos próximos anos. O alerta é do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Benedicto Fonseca Moreira. Ele observa que no ano que vem, se o Brasil tiver crescimento econômico, as importações vão aumentar. De acordo com o empresário, as importações caíram 16% em 2002 em relação a 2001 e devem fechar este ano com queda de 4% na comparação com 2002. Do lado das exportações, diz, nada garante a manutenção do atual desempenho, uma vez que 80% das exportações brasileiras são commodities, produtos que dependem de cotação internacional. "Aí, depende de o Vietnã ter safra de café, de se os Estados Unidos vão fazer algo para a soja brasileira...", exemplificou. "O resultado da balança comercial deste ano evitou que fossemos ao FMI, mas se houver crescimento econômico e os preços e condições de acesso a mercados das commodities se modificarem pode ser que tenhamos que pedir dinheiro ao FMI de novo", afirmou Moreira, que participou do seminário "A cooperação sul-americana", promovido pela Fundação Perseu Abramo e pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

Agencia Estado,

10 de setembro de 2003 | 14h27

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