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Brasil seguirá dependendo de gás boliviano, diz Petrobras

Segundo diretora da estatal, não existe condição para desconsiderar a Bolívia no abastecimento brasileiro

Agência Brasil,

21 de novembro de 2007 | 10h14

Nos próximos anos, o Brasil vai continuar dependendo do gás natural produzido na Bolívia, segundo a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster. "Não há razão, no horizonte dos próximos 20, 30 anos, para que a gente desconsidere a Bolívia. Não existe condição para isso", disse a diretora.   Maria das Graças Foster lembrou que, ao planejar a quantidade de combustível necessária para atender a demanda interna futura, o governo brasileiro contabilizou adquirir 30 milhões de metros cúbicos diários de gás provenientes do país vizinho. "O Brasil depende do fornecimento da Bolívia e esse combustível é extremamente importante em uma visão de longo prazo. No nosso planejamento até 2012, contabilizamos 30 milhões de metros cúbicos diários de gás boliviano", declarou a diretora da estatal brasileira.   Após explicar os planos de investimentos da Petrobras na Bolívia, a diretora defendeu as vantagens de a empresa seguir injetando recursos no país vizinho. "Conhecemos as reservas da Bolívia e sabemos onde trabalhar para elevar sua produção. Então, precisamos considerar a continuidade de desenvolvimento desta produção porque a Bolívia é nossa parceira, nossa vizinha e porque nós sabemos trabalhar naquela região". Ela chegou a declarar que "a Bolívia tem sido um excelente fornecedor de gás para o Brasil" e afirmou que o desabastecimento de gás no estado do Rio de Janeiro ocorreu justamente devido a falta de contratos. "Eu insisto nisso. No dia em que anunciamos a redução de volumes de gás, o estado deixou de dispor de 498 mil metros cúbicos por causa da falta de contrato".   No último dia 30 de outubro, a Petrobras decidiu limitar apenas aos volumes estabelecidos em contratos a entrega de gás natural para duas distribuidoras fluminenses e uma paulista. A decisão afetou o abastecimento de postos de gasolina e de indústrias do Rio de Janeiro.   De acordo com a estatal, a medida era necessária para atender aos demais contratos e garantir a geração de energia elétrica. Segundo a Petrobras, as três distribuidoras há mais de um ano retiravam combustível além do previsto. As distribuidoras fluminenses recorreram à Justiça e obtiveram liminar que obrigou a Petrobras a restabelecer a quantidade de gás natural que vinha sendo entregue.   Na terça-feira, Maria das Graças Foster garantiu que a Petrobras já está negociando com as distribuidoras de todo o país novos contratos. E afirmou que a situação no Rio de Janeiro já está normalizada. "Desde a tarde do dia 30 de outubro, o Rio de Janeiro está tendo seu consumo de gás atendido plenamente. Não tem uma distribuidora de gás, no Rio ou em outro estado, que não esteja tendo seu atendimento perfeitamente ajustado".

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