Brasil será 6º maior produtor de petróleo em 2035, aposta Graça

Em evento, presidente da Petrobrás reafirmou expectativa de elevar a produção nacional para 4,2 milhões de barris diários em 2020

Antonio Pita e Fernanda Nunes, Agência Estado

02 de junho de 2014 | 11h24

RIO - A presidente da Petrobrás, Graça Foster, disse nesta segunda-feira, 2, que o Brasil será o sexta maior produtor de petróleo do mundo. Análises internas, de acordo com ela, apontam que a empresa terá 6,1% de participação no mercado global. 

"Verificamos um crescimento bastante relevante, visto não só pela Petrobrás, mas também pelos seus provisores. E isso é importante para o desenvolvimento do País e da economia", afirmou a executiva durante seminário na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio.

Graça reafirmou a expectativa de ampliar a produção, a partir de 2020, para 4,2 milhões de barris diários. A partir desta meta, diz, o crescimento depende de questões econômicas e do ritmo dos leilões no País.

Preços dos combustíveis. Ainda que marginalmente, Graça abordou a questão de preços do combustíveis da empresa. A gasolina e o diesel têm sido subsidiados pelo governo. São vendidos a preços inferiores aos que a empresa gasta para importar matéria-prima. Analistas apontam o fator como um dos principais responsáveis pelo aumento do endividamento da estatal. 

Graça ressaltou que o mercado de petróleo e de produção de combustíveis é formado por três partes complementares, que incluem os interesses do governo, dos consumidores e das empresas petroleiras. 

Para Graça, "o consumidor é ávido por combustível a baixo custo", mas é necessário que as empresas também ganhem, assim como é necessário atender aos planejamentos da matriz energética brasileira.

"O que define é o custo da energia nova que chega. As empresas precisam ganhar. É uma relação de ganha-ganha. Sem ganhar não há como investir com a mesma velocidade que os governos gostariam de ver", disse a presidente da Petrobrás.

Por diversas oportunidades, Graça defendeu reajuste de tarifas que equiparem os preços praticados no Brasil aos do exterior. No entanto, pressões da área econômica do governo, preocupadas com a inflação, impedem que sua vontade seja concretizada.

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