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Brasil será o 17º país a atrair investimentos diretos até 2010

Um extenso estudo realizado pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU) e a Columbia Program on International Investment (CPII) - entidade ligada à Universidade de Columbia, nos Estados Unidos - coloca o Brasil na 17ª posição num ranking dos países que mais atrairão fluxos de investimentos diretos estrangeiros (IDE) nos próximos cinco anos. Segundo o levantamento, US$ 18,2 bilhões em média serão destinados anualmente à economia brasileira entre 2006 e 2010, representando 1,41% do total de fluxos em todo o mundo.O ranking, composto por 82 países, é liderado pelos Estados Unidos, que atrairão uma média anual de US$ 298,1 bilhões até 2010, uma fatia de 23,21% dos fluxos globais. Completam o grupo dos dez primeiros colocados o Reino Unido, China, França, Holanda, Alemanha, Canadá, Bélgica, Hong Kong e Espanha. Entre os países emergentes, apenas a Rússia, no 14o lugar, e o México, no 16o, estão na frente do Brasil. A Índia ocupa a 19o posição e a Argentina a 33a.Os autores do estudo observam que os fluxos de IDE para o Brasil declinaram desde seu pico registrado durante o processo de privatizações na década de 90, mas em termos absolutos, o país continua entre os três maiores países emergentes recipientes desses recursos. O estoque de IDE já enviado ao Brasil totalizou US$ 176, 5 bilhões no ano passado. A relação do estoque de IDE do país em relação a seu PIB, no entanto, é considerada baixa pelos padrões internacionais."O Brasil deverá atrair influxos de IDE sustentados, embora moderados, nos próximos cinco anos, com o tamanho de seu mercado, sua riqueza em recursos naturais e estabilidade política e macroeconômica compensando parcialmente suas deficiências no ambiente para negócios", afirmaram a EIU e a CPII. Segundo eles, novos fluxos de investimentos na estrutura física do País ajudarão a aliviar os gargalos logísticos no médio prazo, mas desde que as autoridades "alcancem sucesso no afastamento das dúvidas que ainda existem em torno da estrutura regulatória" do novo mecanismo de Parcerias Público-Privadas, as PPPs."Um crescimento mais estável, embora moderado, aliado a um aumento sustentando na renda real, abrirá novas avenidas para os investidores nas indústrias de bens de consumo e de varejo do Brasil", afirmaram. Poderão também surgir novas oportunidades nos setores de recursos naturais, especialmente naquelas atividades que atualmente são submetidas a restrições, como na mineração. "O grupo Rio Tinto, do Reino Unido, tem esperado pela aprovação para investir na área fronteiriça Ocidental do Brasil por vários anos", observaram.TrilhãoO estudo prevê também que os fluxos mundiais de IDE neste ano somarão US$ 1,2 trilhão, um crescimento de 22% em relação a 2005. Será a primeira vez que os fluxos de IDE atingirão a marca de US$ 1 trilhão de dólares.

Agencia Estado,

05 de setembro de 2006 | 20h41

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