Brasil será sede de reunião do G-20 em setembro

O governo brasileiro pretende organizar no dia 9 ou 10 de setembro uma reunião do G-20 para tentar fechar uma posição única do grupo para as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC). A reunião será no Brasil, provavelmente no Rio. O G-20 reúne países em desenvolvimento com interesse especial em agricultura, na definição do Itamaraty, e conta atualmente com 21 integrantes, entre eles Índia, China, México e Argentina.Amorim demonstra otimismo e diz que a Rodada de Doha não está morta e ainda pode ser retomada. "O que fracassou agora em Genebra foi uma reunião. Eu não acredito que a Rodada de Doha tenha fracassado", afirmou, em depoimento na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, nesta quarta-feira.No momento, não existe nenhuma reunião marcada, e as negociações estão suspensas. "Nossa preocupação principal é retomar as negociações", afirmou. Ele avalia que está também é a intenção dos americanos, que foram apontados por vários países como culpados pelo fracasso em Genebra."Não há grande divergência sobre os temas, nem sobre a direção que os países devem seguir. Há apenas divergência sobre os números (de redução de tarifas e de subsídios)", acrescentou.Falta de opções O ministro afirma que a visita ao Brasil da representante de Comércio Exterior dos Estados Unidos, Susan Schwab, na semana passada, poucos dias após a reunião de Genebra, demonstrou o interesse do país em retomar o diálogo.Amorim diz que as negociações podem se estender além de julho do ano que vem, data em que vence a atual autorização do Congresso americano para que o Executivo negocie acordos comerciais sem que o Legislativo possa apresentar emendas (a Trade Promotion Authority, TPA), mas não vê nisso um problema."É claro que eles (o governo americano) nunca vão dizer isso, mas eu acho que, se as negociações estiverem avançando, não será difícil para o Executivo conseguir uma extensão da TPA", afirmou.Para Amorim, o otimismo com Doha é resultado da falta de opções. "Não existe alternativa à OMC. Se a OMC não der certo, as conseqüências serão gravíssimas", afirmou. Ele diz que o abandono da liberalização do comércio via OMC resultará numa onda protecionista e de acordos que distorcem o comércio. Em resposta ao questionamento de vários senadores, o ministro disse que os acordos bilaterais nunca serão capazes de substituir a abertura que pode ser proporcionada pela OMC, especialmente na redução de subsídios.

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