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Brasil sobe no ranking da produção

Ritmo de crescimento da indústria se aproxima do de outros emergentes

O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2012 | 00h00

A distância entre o crescimento da produção industrial brasileira com relação a outros emergentes e a países em desenvolvimento está caindo, de acordo com um levantamento feito pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). O trabalho mostra que o desempenho do País melhorou no ranking internacional este ano. O setor deverá ser um dos destaques na divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro semestre, hoje.Enquanto no ano passado o crescimento da produção industrial brasileira ficou na 14ª colocação num grupo de 17 países selecionados, neste ano, no período de 12 meses encerrado em julho, o País ficou na 10ª colocação. A projeção de crescimento da produção física de janeiro a dezembro está na casa dos 5% para 2007, o que poderá fazer o País ganhar novas posições na comparação internacional.Apesar de a distância entre as velocidades de crescimento estar encolhendo, a trajetória poderá ser prejudicada caso o Banco Central (BC) continue o movimento de desaceleração do corte da taxa básica de juros, a Selic, alerta o Iedi. Neste mês, a Selic, que vinha sendo cortada meio ponto porcentual a cada reunião do Copom, caiu apenas 0,25 ponto.O trabalho do Iedi levou em conta a produção na Alemanha, zona do euro, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Índia, Irlanda, Itália, Japão, Polônia, Reino Unido, República Checa, Rússia e Turquia, de acordo com os dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Como nem todos os países já tinham os números de julho, foi utilizado o último mês disponível como referência - junho ou maio, conforme o caso.Segundo o economista-chefe do Iedi, Edgard Pereira, uma reversão da política monetária afetaria o desempenho da indústria. ''''Isso prejudicaria a boa performance comparativa do Brasil. Pode complicar desnecessariamente. As nossas taxas vinham se aproximando de outros países emergentes e não caracterizam processo de superaquecimento'''', argumenta o economista. Mesmo o recuo de 0,4% na produção industrial em julho ante junho não configura tendência, diz.Apesar dessa desaceleração, a entidade mantém a projeção de que a produção física da indústria avançará entre 5% e 5,5% este ano ante 2006. Isso representaria quase o dobro do crescimento do ano passado, de 2,8%. A LCA Consultores, por exemplo, projeta que o crescimento do PIB industrial (que, além de volumes produzidos, considera o valor agregado) no segundo trimestre ficará em 5,9%.DEMANDA INTERNAO mercado doméstico tem sido o principal fator de estímulo ao crescimento da indústria. Na prática, o impulso dado pela demanda interna deverá ser, o maior dos últimos anos, diz Pereira. Cerca de 40% do crescimento de 5,1% de janeiro a julho vem da expansão da produção de máquinas e equipamentos (incluídos eletrodomésticos) e veículos automotores, basicamente voltados ao consumo doméstico.O avanço do mercado interno está associado ao avanço do crédito, favorecido pelo movimento de redução dos juros e alongamento de prazos, junto ao aumento dos rendimentos. Uma reversão na política monetária afetaria os segmentos que mais empurram a produção para a frente, argumenta Pereira.Os dados da produção por categoria mostram como está sendo a expansão da produção industrial. Em julho, o setor de bens de consumo duráveis cresceu 15,1%, mais do que o dobro da média da produção industrial (6,8%).Levantamento do Iedi mostra que a categoria teve o melhor resultado mensal no ano, com destaque para a produção de automóveis (19,9%), de celulares (15,9%) e de eletrodomésticos da linha branca (11,2%).Na comparação com o mesmo mês de 2006, contudo, chama a atenção o crescimento da categoria de bens de capital (19%), o sétimo crescimento mensal consecutivo acima do patamar dos 12%.

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