Brasil sobe para 4.ª posição no ranking mundial de investimento estrangeiro

Em 2012, País recebeu US$ 65,3 bi em IED, atrás de Estados Unidos, China e Hong Kong

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

26 de junho de 2013 | 14h51

SÃO PAULO - O Brasil passou de 2011 para 2012 da quinta para a quarta posição no ranking de destinos preferenciais de Investimento Estrangeiro Direto (IED), ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Hong Kong, mostra o World Investment Report 2013, documento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) lançado nesta quarta-feira no País pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica (Sobeet).

No ano passado, os Estados Unidos receberam US$ 167,6 bilhões em IED; a China, US$ 121,1 bilhões; Hong Kong, US$ 74,6 bilhões; e o Brasil, US$ 65,3 bilhões. Ainda de acordo com o World Investment Report 2013, a China subiu do sexto para o terceiro lugar no ranking, ficando atrás apenas de Estados Unidos e Japão.

De acordo com o estudo, as economias em desenvolvimento superam as economias desenvolvidas como receptoras de IED. E o Brasil aumentou sua participação nos ingressos globais de IED, saltando de 1,7% em 2007 para 4,8% no ano passado.

"Os Brics seguem como destino cada vez mais preferencial de investimentos estrangeiros", afirma o estudo.

O fluxo global de IED, contudo, caiu 18% em 2012, para US$ 1,351 trilhão, de um volume de US$ 1,651 trilhão registrado em 2011. Foi o primeiro recuo depois de três anos ininterruptos de crescimento e o menor nível desde o período pré-crise, em 2007.

De acordo com a Unctad, das 20  principais origens de IED no mundo, 8 não são economias desenvolvidas. Entre os países em desenvolvimento, destaque para a ascensão da China, Coreia do Sul, México, Cingapura e Chile como fontes de IDE. Neste ranking, o Brasil não aparece.

IED de economias em desenvolvimento. As economias em desenvolvimento já são fonte de 30,8% de todo o fluxo global de IED. Segundo o documento, o Brasil foi exceção neste movimento de avanço do investimento no exterior por economias em desenvolvimento.  Isso porque as empresas brasileiras reduziram seus investimentos em US$ 3 bilhões no exterior em 2012 frente a 2011. Desde 2009, os investimentos brasileiros diretos encontram-se estagnados.

De acordo com a Unctad, a percepção do clima de investimentos apresenta melhora para 2014 e 2015, condicionada pela evolução da economia nos Brics e nos Estados Unidos. A entidade prevê fluxo global de IED de US$ 1,45 trilhão em 2013, próximo da média alcançada no período pré-crise. Ainda de acordo com o documento, o fluxo global de IDE pode crescer para US$ 1,6 trilhão em 2014 e US$ 1,8 trilhão em 2015.

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