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Brasil sugere aos EUA discussão de 4 pontos-chave para Alca

Apesar do ceticismo quanto à possibilidade de conclusão das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o governo brasileiro deu um sinal nesta semana de que não quer simplesmente "lavar as mãos" diante do fracasso dos entendimentos, nem ser responsabilizado pelo eventual insucesso da empreitada. Na última segunda-feira, num lance diplomático, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, enviou carta ao principal negociador americano, Rober Zoellick, na qual tenta retomar as negociações e admite a possibilidade de um acordo de bens e serviços entre o Mercosul e os Estados Unidos, desde que alguns princípios sejam respeitados e haja avanços em pontos considerados chave.Elaborado depois do fracasso da reunião de um pequeno grupo de países da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), nasemana passada, em Buenos Aires, o texto propõe que Brasil e Estados Unidos trabalhem quatro pontos sensíveis para permitira conclusão de um acordo-geral entre os 34 potenciais sócios da Alca.Os quatro "pontos-chave" para que as conversas prossigam, segundo Amorim, são: efetivo acesso a mercados para produtosagrícolas; a proposta americana de compromissos adicionais, que permitiria aos países "piorar" suas ofertas; o modo de trataraspectos específicos da negociação sobre serviços; e a questão da implementação e do cumprimento dos direitos de propriedadeintelectual. Para cada um deles, Amorim apresenta uma sugestão do caminho a ser trilhado.A redação mostra que o governo brasileiro ainda não descarta, pelo menos formalmente, uma possível negociação sobre acessoa mercados de bens e serviços entre Estados Unidos e o Mercosul. Amorim, entretanto, deixa claro que, para prosseguir as conversas, será de "suprema importância" o respeito ao "espírito daDeclaração de Miami", ou seja, ao acordo fechado entre os 34 países, em novembro passado, em torno de um novo formato paraa Alca. Conforme esse modelo, os 34 países fechariam um acordo-geral mais simples sobre os nove temas em discussão, e osparceiros interessados poderiam negociar acertos bilaterais ou plurilaterais mais profundos sobre os temas de seu interesse.

Agencia Estado,

08 de abril de 2004 | 06h03

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